POLÍCIA

Preso em Cachoeirinha é condenado por roubo de jóias em assalto na Padre Chagas

Crime ocorreu em escritório de advocacia de Porto Alegre, onde seis pessoas foram rendidas. Investigação levou a buscas em uma joalheria de Cachoeirinha

Um homem foi condenado a 14 anos e dois meses de prisão, em regime inicial fechado, por participação no roubo de joias e lingotes de ouro de um escritório de advocacia localizado na Rua Padre Chagas, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O crime, ocorrido em 14 de janeiro deste ano, deixou seis pessoas rendidas e provocou um prejuízo superior a R$ 524 mil. A investigação também teve desdobramentos em Cachoeirinha, onde a Polícia Civil realizou buscas em uma joalheria suspeita de ter recebido parte dos objetos roubados.

A sentença foi proferida na quarta-feira (14) e manteve a prisão preventiva do condenado, além de determinar o pagamento de multa. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o homem teve participação no planejamento do assalto, fazendo o levantamento prévio de informações sobre o escritório para facilitar a ação dos criminosos.

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O roubo aconteceu por volta das 20h, quando dois assaltantes abordaram funcionários na entrada do prédio e os obrigaram a chamar o porteiro, que também foi rendido. Em seguida, os criminosos subiram de elevador até o andar do escritório e renderam outras três pessoas. As vítimas que estavam no estabelecimento foram amarradas enquanto os assaltantes retiravam joias, lingotes de ouro, um relógio e aparelhos celulares.

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Conforme a investigação conduzida pelo delegado Gustavo Pereira, da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, os criminosos tinham informações sobre a existência dos objetos de valor no escritório. As joias estavam sob curatela do estabelecimento, e a Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de alguém com conhecimento dessa condição ter repassado as informações aos responsáveis pelo crime.

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Investigação chegou a joalheria de Cachoeirinha

No dia 25 de fevereiro, a Polícia Civil prendeu um homem de 30 anos suspeito de ser o mentor do assalto. Na ocasião, foram cumpridas 11 ordens judiciais em endereços de investigados em Porto Alegre e em uma joalheria de Cachoeirinha, que, segundo as suspeitas, poderia ter recebido parte das joias roubadas.

Durante a operação, os policiais apreenderam documentos, uma arma de fogo e um veículo. Na joalheria de Cachoeirinha, foram realizadas buscas para localizar as peças e reunir documentos que permitissem esclarecer uma possível ligação do estabelecimento com os criminosos. O resultado dessas buscas não foi divulgado.

Na época, a Polícia Civil estimava o valor dos objetos roubados em aproximadamente R$ 600 mil. Já a denúncia apresentada pelo Ministério Público apontou prejuízo superior a R$ 524 mil.

Justiça também determinou absolvições

A denúncia contra os investigados foi apresentada em junho pela promotora de Justiça Cláudia Regina Lenz Rosa. Segundo o Ministério Público, o planejamento e o monitoramento prévio do escritório foram fundamentais para que os criminosos conseguissem acessar o local e render as vítimas.

Na sentença, além da condenação por roubo majorado, a Justiça absolveu o réu das acusações de associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Um segundo homem, denunciado por esses dois delitos, também foi absolvido.

A decisão divulgada pelo Ministério Público não esclarece se o condenado é o mesmo homem preso em fevereiro como suspeito de planejar o crime, nem apresenta novos detalhes sobre o resultado das investigações envolvendo a joalheria de Cachoeirinha.tiça Cláudia Regina Lenz Rosa, autora da denúncia, apresentada no mês de junho ao Poder Judiciário, destaca que o condenado teve participação decisiva na ação, atuando no levantamento prévio de informações e no planejamento do roubo praticado no Bairro Moinhos de Vento. Conforme reconhecido pela Justiça, as vítimas foram rendidas sob ameaça com arma de fogo e mantidas sob controle dos assaltantes enquanto lingotes de ouro, joias, relógio e celulares eram subtraídos do local.

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