Prefeitura anuncia medidas após agressão a enfermeiras na UPA
As ocorrências aconteceram na madrugada da última segunda-feira (19)


Cachoeirinha – Completou uma semana, nesta segunda-feira (26), o afastamento de duas profissionais de enfermagem após episódios de agressão registrados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas Francisco de Medeiros, no bairro Jardim do Bosque, em Cachoeirinha. As ocorrências aconteceram na madrugada da última segunda-feira (19).
Segundo o relato, duas mulheres chegaram juntas à unidade afirmando terem sido agredidas em uma festa. Durante o atendimento, uma técnica de enfermagem foi agredida com socos, chutes e mordidas. Uma colega tentou intervir e também acabou ferida. Em razão do ocorrido, as duas profissionais foram afastadas das atividades.
As agressões foram denunciadas ao Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) no dia 20 de janeiro. A entidade informou ter recebido, por meio da Ouvidoria, diversas denúncias relacionadas a episódios de violência na unidade.
Na manhã da quinta-feira (22), representantes do Coren-RS realizaram uma reunião institucional na UPA. Participaram o presidente do conselho, enfermeiro Antônio Tolla, e o conselheiro técnico de enfermagem Edgar Vagner Moraes, integrantes da Comissão Interna de Prevenção à Violência no Trabalho na Enfermagem. O encontro contou com a presença da enfermeira responsável técnica substituta da unidade, Carla Baptista, e do diretor-geral da UPA, Luis Carlos Boric.
Durante a reunião, a direção da unidade informou que a UPA funciona com acesso livre ao público, sem serviço de portaria ou vigilância interna. A Guarda Municipal atua apenas na proteção do patrimônio, não realizando intervenções em situações de conflito entre usuários e servidores.
Após a reunião, os representantes do Coren-RS percorreram as dependências da UPA e conversaram com profissionais de enfermagem, que relataram episódios recorrentes de ameaças, intimidações, coações verbais e outras situações relacionadas à segurança no ambiente de trabalho.
Em entrevista ao portal GZH no último sábado (24), a secretária municipal de Saúde, Cristiana Mesquita, afirmou que medidas emergenciais estão sendo adotadas. Conforme a titular da pasta, a prefeitura pretende reforçar a segurança de três unidades de saúde do município após o caso registrado na UPA. Entre as ações anunciadas estão a contratação de uma empresa de portaria para a unidade e o reforço da vigilância com viatura da Guarda Municipal até a conclusão do processo de contratação.
A secretária também informou que a medida será estendida a duas unidades que funcionam em regime de 12 horas: a Unidade Décio Martins Costa, no bairro Vila Eunice Nova, e a Unidade Odil Silva de Oliveira, no bairro Anair. De acordo com a administração municipal, não há registros de violência nessas unidades. A previsão é de que a empresa responsável pela portaria inicie as atividades nas próximas semanas.
Nota oficial
Na tarde desta terça-feira (27), a Prefeitura de Cachoeirinha divulgou nota de esclarecimento sobre o caso. No comunicado, a administração municipal informou que a profissional agredida recebeu apoio psicológico, médico e social por meio do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).
A nota destaca ainda que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP) se reuniram para alinhar providências imediatas. Entre as medidas adotadas estão a intensificação do patrulhamento da Guarda Municipal no entorno da UPA e a abertura de sindicância administrativa para apuração dos fatos.
O Executivo municipal informou também que está agendada uma reunião entre a SMS e o Coren-RS para discutir ações voltadas à preservação da integridade dos profissionais de saúde. A prefeitura reiterou que repudia qualquer forma de violência e afirmou estar comprometida em evitar a repetição de episódios semelhantes.




