Policial da 2ª DP de Cachoeirinha, baleado durante serviço, segue internado
O homem, que usava tornozeleira eletrônica, foi o autor do disparo que feriu o policial

Cachoeirinha – Um policial da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, ferido durante o cumprimento de mandados de busca e prisão por roubo nesta sexta-feira (11), segue internado no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas. O agente, atingido na região do pulso do braço direito, apresenta quadro estável, mas sem previsão de alta até o final da manhã deste sábado (12).
O incidente ocorreu por volta das 10h, quando os policiais civis chegaram a uma residência no bairro Granja Esperança, para cumprir os mandados expedidos pelo Judiciário. O delegado da 2ª Delegacia de Polícia, Ernesto Prestes relatou que, ao serem recebidos por uma pessoa que alegou que o procurado não estava no local, os agentes começaram a vistoria no imóvel.
Durante a busca, os policiais encontraram uma porta trancada em um anexo da casa. Ao gritarem “abram a porta, é a polícia civil”, e não obterem resposta, arrombaram a entrada. Dentro do anexo, o homem, que usava tornozeleira eletrônica, disparou contra os agentes. Um dos tiros atingiu o pulso do policial, que, mesmo ferido, revidou e conseguiu deixar o local com a ajuda de colegas. Ele continuou atirando, mesmo sabendo da lesão do policial.
Os primeiros socorros foram prestados no local, com a aplicação de um torniquete para estancar o sangramento, e o agente foi rapidamente levado ao hospital com o apoio de policiais militares da ROCAM do 26º BPM. No hospital, o policial perdeu muito sangue devido à hemorragia, que foi controlada, mas ainda aguarda avaliação de um cirurgião para avaliar a gravidade da lesão. Existe a possibilidade de sequelas, devido à localização da ferida, que, segundo o delegado, não é simples.
Ernesto Prestes também informou que o homem que disparou contra o policial já tem diversas passagens pela polícia e já havia atirado contra policiais em outras ocasiões. O caso está sendo tratado como tentativa de homicídio qualificado, devido à gravidade do ato, cometido contra um agente no exercício da função. Além disso, a pessoa que mentiu para os policiais na entrada da residência também será responsabilizada por tentativa de homicídio. Após a prisão, o homem foi encaminhado ao sistema prisional gaúcho.





