Polícia Civil e Brigada esclarecem o caso dos irmãos queimados

Caso ocorreu no início de outubro em Canoas e os corpos foram encontrados carbonizados em Cachoeirinha
Cachoeirinha – Agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha e policiais do 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em um trabalho realizado em conjunto, esclareceram o caso de dois irmãos, moradores de Canoas, cujos corpos foram encontrados carbonizados em Cachoeirinha. O crime ocorreu na tarde do dia 8 de outubro, após eles retornarem de um almoço de família, de carona com a irmã, até o bairro Guajuviras, em Canoas. Já no bairro, os dois irmãos, que eram usuários de maconha, foram até um ponto de tráfico.
Os responsáveis pelo ponto desconfiaram das atitudes dos irmãos, pois um deles era usuário de tornozeleira eletrônica e suspeitavam que eles fossem de uma facção rival. Logo em seguida, os irmãos começaram a ser agredidos com socos, pedradas e pauladas. Uma das pedradas, conforme perícia, causou o afundamento de crânio em um deles.
Segundo o delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, Carlos Eduardo Silva de Assis, a investigação apontou que eles foram mortos em Canoas e, em seguida trazidos para Cachoeirinha onde foram queimados para dificultar a identificação. Durante as investigações, foi descoberto que três dos investigados também praticaram o crime de roubo e extorsão contra uma testemunha ocular. Os investigados tomaram a casa da testemunha e chegaram a vender o imóvel nas redes sociais. Um deles acabou preso por conta disso.
As prisões
Após quase dois meses de investigações, seis pessoas com idades entre 20 e 44 anos forma presas acusadas de envolvimento no duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os policiais cumpriram os seis mandados de prisões preventivas, expedidos pela Justiça de Canoas, na última segunda-feira (5), no bairro Guajuviras.
“Foi através do trabalho de investigação realizado pelos agentes do Setor de Inteligência do 26º BPM, juntamente com a minha equipe, que conseguimos chegar até os autores dos homicídios, que tiveram as suas prisões decretadas através do Poder Judiciário de Canoas”, destaca o delegado Assis. O Comandante do 26º BPM, tenente-coronel Ivens Giuliano ressalta que a integração dos órgãos de segurança, principalmente neste caso, foi fundamental para a sua conclusão. “Estamos diuturnamente trabalhando para manter a segurança na cidade de Cachoeirinha”.
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