Parceria entre voluntários de São Paulo e Minas Gerais trazem doações para Gravataí
Município se tornou um Centro Logístico para Socorro da Região Metropolitana, além de acolher pessoas de outras cidades
Gravataí – Há três semanas o Rio Grande do Sul vive uma das maiores catástrofes ambientais que já atingiu o estado. Em Gravataí, mais de 8 mil pessoas foram atingidas e centenas precisaram deixar as casas. No entanto, a solidariedade do povo brasileiro foi instantânea. Já na semana do dia 1º, o estado começou a receber toneladas de doações.
Gravataí, que foi atingida pelas fortes chuvas e enchentes, mas não foi devastada como algumas cidades do interior, acabou se tornando um Centro Logístico para Socorro da Região Metropolitana. Com a pronta resposta da Prefeitura e organização da população, o município se estruturou e serve como referência para voluntários de todo o Brasil.
Cléo e Flávio Tenório (SP), Fábio e Cláudia (MG) e Rafael e Virgínia (SP) são exemplos de voluntários que viram em Gravataí uma forma de estender a mão para quem precisa. Os seis vieram de carro do sudeste trazendo alimentos, água, cobertores, calçados, roupas, fraldas, produtos de higiene, de limpeza, remédios, luvas e seringas.
O prefeito de Gravataí Luiz Zaffalon conversou com os voluntários e destacou a importância de cada um deles na reconstrução do estado e no auxílio dos atingidos. “Este é um momento de união, de trabalharmos lado a lado. Toda ajuda é bem-vinda, venha de onde for. Cada carro, caminhão ou carreta que chega no município significa ajuda para as famílias atingidas. Nós, como poder público, estamos trabalhando desde o primeiro dia para atender estas pessoas da melhor forma e com projetos que melhorem a drenagem urbana da nossa cidade. Parabéns a todos pelos esforços empreendidos em ajudar o próximo”, agradeceu.
De acordo com o guarda municipal e responsável pela organização dos abrigos André Brito, os voluntários têm escolhido Gravataí pela capacidade de gestão e organização na distribuição dos materiais doados para os desabrigados da região metropolitana. “Após o primeiro contato, expliquei como estamos fazendo a distribuição das doações e o controle dos abrigos cadastrados. Mostrei que temos o controle de quantas crianças, mulheres e homens cada local recebe e as necessidades específicas dos abrigos”, explica.
André também lembra que, nas redes sociais, muitas informações falsas estão sendo veiculadas, o que prejudica a chegada de doações para quem realmente precisa. “Eles viram que a Prefeitura não distribuía o material, que estava fazendo estoque de doações. Mas mostrei pra eles como a gente estava trabalhando e eles ficaram muito satisfeitos com a organização”, afirma.
Cléo conta que a arrecadação dos donativos foi feita pelas redes sociais com vizinhos, fornecedores, clientes e em locais que costumamos frequentar, como academia, igreja e comércios dos bairros onde moram. “O sentimento inicial foi de se colocar no lugar do outro, das pessoas que passaram e ainda estão passando por isso. Aqui temos um sentimento de poder fazer algo útil, fazer a diferença para nossos irmãos que estão nesta situação tão vulnerável. Somos todos iguais e sermos solidários neste momento não tem preço. Estamos trazendo, além das doações, um pouco de carinho e esperança. É fazer o bem sem olhar a quem”, conclui.






