Pai e madrasta são presos, acusados de torturar e fraturar a perna de um bebê
As prisões ocorreram na Praia do Barco, enquanto os crimes contra o bebê aconteceram em Cachoeirinha
Cachoeirinha – Os policiais da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, na noite desta terça-feira (12), efetuaram a prisão preventiva do pai e da madrasta acusados de torturar a filha/enteada de 1 ano e meio, em Capão da Canoa. As prisões ocorreram na Praia do Barco, enquanto os crimes contra o bebê aconteceram em Cachoeirinha.
Segundo o delegado André Lobo Anicet, que está atuando interinamente pela 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, a prisão se deu após a criança, Júlia, ser brutalmente torturada, apresentando diversas lesões pelo corpo, incluindo queimaduras por pontas de cigarro e uma perna fraturada. As torturas vieram à tona quando a avó da vítima foi apresentada à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí pela Brigada Militar e Conselho Tutelar, sendo autuada em flagrante delito pelo crime omissivo previsto no art. 26, § 2º, da Lei nº 14344/2022 (Lei Henry Borel), por não comunicar as autoridades competentes sobre os maus-tratos e as lesões na criança.
Após a prisão da avó, iniciou-se uma investigação que revelou que os atos de maus-tratos e torturas eram praticados pelo pai da menina, de 23 anos, com antecedentes criminais, e por sua madrasta, de 22 anos. Diante dos elementos de convicção reunidos, foi representada a prisão preventiva de ambos ao Juízo da Comarca de Taquara, que deferiu o pedido, decretando a prisão cautelar. A equipe de investigação da 2ª DP de Cachoeirinha realizou diligências ininterruptas pelas cidades de Taquara, Gravataí, Caxias do Sul, Cachoeirinha, até localizar os acusados na Praia do Barco, em Capão da Canoa, onde foram presos, destacou o delegado André Lobo Anicet.
Os presos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos policiais e serão encaminhados ao sistema prisional gaúcho, ficando à disposição da Justiça.





