Pacote de obras de Miki será votado nesta terça pela Câmara - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Projeto mais importante da Sessão - Foto: Arquivo

Pacote de obras de Miki será votado nesta terça pela Câmara

Autorização para financiamentos que somam R$ 80 milhões está na pauta de discussão e votação

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Cachoeirinha – A Câmara de Vereadores de Cachoeirinha vai discutir e votar na Sessão da tarde desta terça-feira (14) o pacote de obras do Governo Miki/Maurício a ser viabilizado através de um conjunto de financiamentos junto à Caixa Econômica Federal. Serão os primeiros investimentos de vulto com o selo da atual administração que na primeira gestão enfrentou sérias dificuldades financeiras.

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Depois de quatro anos arrumando a casa, como define o prefeito Miki Breier, a prefeitura não gasta mais quase R$ 8,00 de cada R$ 10,00 arrecadados para pagar a folha de pagamento. Os ajustes nas despesas, revisão de contratos e aumento na arrecadação permite agora ao governo fazer investimentos. O que foi tocado até então, como pavimentação de várias ruas no Distrito Industrial e conclusão de outras obras, como de uma escola, eram de projetos parados herdados de governos anteriores com diversos problemas que precisaram ser resolvidos.

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O que o Legislativo vai votar nesta terça está relacionado a uma autorização para tomada de empréstimos. São recursos para a construção do Centro Administrativo da prefeitura, construção de um túnel na saída do Parque da Matriz, uma elevada na Flores da Cunha no acesso à Papa João XXIII e dezenas de intervenções em diversas ruas com pavimentações, recapeamentos e obras de canalizações. O prolongamento da Fernando Ferrari, até a RS-118, também poderá sair do papel.

Os financiamentos:

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  • Contratação de emprega de georreferenciamento: R$ 5 milhões
  • Construção da sede administrativa da prefeitura: R$ 30 milhões
  • Obras de arte na avenida Flores da Cunha: R$ 18 milhões
  • Obras de infraestrutura: R$ 25 milhões
  • Confecção de projetos: R$ 2 milhões

Nos financiamentos ainda estão previstos recursos para um novo levantamento de georreferenciamento para atualizar a planta da cidade em termos de redes de esgoto, ruas, avenidas, e construções, impactando na cobrança de IPTU relativo ao que foi construído de forma irregular. Há ainda recursos para a elaboração de projetos.

A autorização a ser concedida pelo Legislativo não significa, necessariamente, que as obras serão executadas. O Governo apenas fica autorizado para captar os recursos conforme os projetos forem sendo concluídos. E não há prazo para isso. A sede administrativa, que proporcionará economia em alugueis com os prédios ocupados hoje pela prefeitura e secretaria da Saúde, por exemplo, será iniciada nesta administração, mas dificilmente será concluída até o final da gestão de Miki. O próximo prefeito terá que concluir.

Na Sessão da semana passada, o projeto estava na Ordem do Dia para votação, mas o vereador oposicionista Edison Cordeiro pediu vista depois de fazer várias críticas. O parlamentar se queixou que o pedido de autorização traz apenas informações genéricas sem detalhar alguns investimentos.

Ele eu ênfase ao que é denominado de obras de arte, que são intervenções na avenida Flores da Cunha para a construção de um túnel e viaduto, mas não detalhado no projeto. David Almansa, em um aparte, chegou a fazer piada questionando se não seriam obras de Picasso em função do valor de R$ 18 milhões.

O secretário de Planejamento e Captação de Recursos, Jaime Braz Silva, disse à reportagem em julho, quando o projeto chegou no Legislativo, que os R$ 18 milhões dificilmente serão suficientes para duas obras na avenida tendo em vista que são de custo elevado. Se vai sair o túnel ou a elevada ainda não há uma definição. Dentro dos recursos da infraestrutura, correspondendo a R$ 25 milhões, poderá sair a perimetral por dentro do Mato do Júlio, ligando a Papa ao Parque da Matriz. Isto, contudo, ainda depende do zoneamento da área que segue parado.

O projeto a ser votado nesta terça teve uma emenda de última hora apresentada pelo vereador de oposição Mano do Parque. Ele quer que 20% dos recursos a serem financiados, correspondendo a R$ 16 milhões, sejam destinados para a saúde para a compra de equipamentos e ampliação de prédios. A emenda ainda não tem pareceres de comissões.

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