Os detalhes do projeto da Casa de Cultura de Cachoeirinha

Projeto vencedor no concurso nacional do Iconicidades prevê que estrutura será ampliada em cinco vezes
Cachoeirinha – Auditório, espaço para oficinas, exposições, captação da água da chuva, cobertura verde e integração com a praça do Ecoturismo são alguns dos detalhes do projeto vencedor do concurso nacional do Iconicidades para a reforma e ampliação da Casa de Cultura Demósthenes Gonzalez em Cachoeirinha. A área construída será ampliada em cinco vezes, passando dos atuais 359 metros quadrados para 1.791.
A execução da obra dependerá ainda de uma próxima etapa em que o governo do Estado definirá o projeto executivo. Os recursos, necessariamente, deverão ser captados pela prefeitura através de um financiamento junto ao BRDE cuja linha de crédito já está pré-aprovada. Como Cachoeirinha tem eleição para prefeito no dia 30 de outubro, a execução ou não da obra dependerá da vontade política do prefeito que for eleito.
Os arquitetos de Porto Alegre, Rodrigo Troyano Prates e Nicolle Magalhães, são os autores do projeto vencedor. A proposta é a de fazer a ampliação deixando isolada a construção da casa histórica evidenciando aspectos construtivos.
“Remover as edificações existentes deixando livre o patrimônio histórico. Limpar, tirar o véu das sucessivas camadas de reboco e forro, revelando o grão assentado ‘à mão’ e as técnicas construtivas do início do século XX. Revelar os aspectos da identidade cultural do objeto e do grupo social em questão. Colocar em um primeiro plano a capacidade de identificação e apropriação por parte do grupo social usuário, protagonista em qualquer operação a ser empreendida no objeto”, escreveram os arquitetos na defesa do projeto.


As construções projetadas não devem tocar mais tocar a edificação história. Ela será circundada com um passeio público, como um respiro, para “dar ao usuário a possibilidade de percorrer e contemplar o objeto em todas as suas visuais, evidenciando o patrimônio arquitetônico e urbano como valor cultural não consumível, mas produtivo: produtivo de novas ideias, tanto quanto de melhores espaços de vida”.
Auditório
Na reforma e ampliação está previsto um auditório com a capacidade interna para 200 expectadores. O palco ficará na parede que dá para a Rua Beira-Rio e será inverso, ou seja, poderá ser aberto de forma que o público fique na praça. Este trecho da rua receberá um pavimento em paralelepípedo, havendo uma integração do espaço cultural com a praça.

O espaço para exposições será na construção existente hoje com acesso pela rua interna onde foi criado um hall. Na parte inferior, ocorrerão as exposições permanentes e na superior, as temporárias.
No pavimento superior ao auditório estão as salas das oficinas de arte, música e dança. “Cada sala possui uma vitrine voltada ao hall central, que além de marcar o programa, possibilita a visualização interna, estimulando os usuários do equipamento público a frequentarem as aulas. As salas possuem tratamento acústico, ventilação e iluminação pela face noroeste, com esquadrias acústicas e brises móveis para controle de incidência solar”, explicam os arquitetos. Um bistrô e área administrativa completam o projeto.

Estratégias e ações ecológicas
A obra prevê diversas estratégias e ações ecológicas, como a captação da água da chuva para reuso. Nas áreas novas a serem construídas, uma parte será reservada para uma cobertura verde com irrigação por gotejamento. A captação de energia solar também está contemplada. O projeto atende seis objetivos da Agenda 2030 da ONU, que é um plano global de desenvolvimento sustentável.
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