OPINIÃO: um fim melancólico para os artífices do golpe fracassado - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí

OPINIÃO: um fim melancólico para os artífices do golpe fracassado

Última Sessão da Câmara teve um clima de final de festa nesta quinta-feira

A Câmara fez nesta quinta-feira (17) sua última Sessão com os atuais vereadores. Em poucos dias, uma nova Legislatura se inicia. No início do Governo Miki não havia oposição no Legislativo. Todos eram da base governista. Não demorou para que começassem a se articular quando muitos nãos vindos lá do prédio da Prefeitura na Flores da Cunha passaram a ser ouvidos. Não havia mais um prefeito disposto a ceder às pressões por favores dos mais diversos.

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O grupo se aglutinou, deixou a base de apoio ou foi enxotado, como queiram, e tramou o golpe. O primeiro ato foi a tentativa de cassar o mandato do prefeito Miki Breier. Não deu certo e restou usar o Legislativo como ferramenta de campanha eleitoral com quatro CPIs, duas delas que trancaram a pauta por meses, prejudicando a população, já que projetos importantes deixaram de ser votados.

É bom fazer uma vírgula: é papel do vereador fiscalizar o Executivo e um dos principais, frisa-se. Usar o Legislativo para fins eleitorais, contudo, não me parece nada adequado. Os desgarrados avançaram com o plano para chegar na Prefeitura, mas foram derrotados, desta vez pelo eleitor.

A pouca margem de votos de Miki não indica, como muitos podem pensar, que há um apoio expressivo a candidatura que ficou em segundo lugar. Foi algo circunstancial. Faltou a eles uma base sólida. Prova disso é que conseguiram colocar na Câmara apenas quatro representantes.

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O eleitor desintegrou o grupo dos 8 nas urnas. Dois saíram para tentar chegar na Prefeitura e outros três não conseguiram se reeleger. Sobraram três, os reeleitos. Um no PTB e outro no Republicanos, que tinham uma nominata sólida.

O terceiro conseguiu mais um mandato porque foi esperto. Teve que sair do PSB e escolheu o PP, um partido que tinha tudo para trabalhar para ele. Vejam que o político deixou um partido mais alinhado à esquerda para rumar para outro que flerta com a direita. O eleitor costuma votar na pessoa e se esquece de fazer questionamentos aos candidatos sobre suas contradições ideológicas, quando existem, como no caso.

Nesta quinta, na última Sessão deles, os discursos inflamados que dominaram o período pré-eleitoral e de campanha, não se repetiram. Foi um fim melancólico para os artífices do golpe fracassado.

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