NACIONAL

OPINIÃO: quando morre um ídolo!

Charlie Watts, baterista do Rolling Stones, morreu nesta terça-feira aos 80 anos em um hospital de Londres

Por José Renato Reis – Quando morre um ídolo, sentimos sua ausência quase como se fosse alguém da nossa família. Esse é o sentimento do mundo da música, especialmente do rock, neste momento em que se vai Charlie Watts, o baterista dos Rolling Stones, para muitos a maior banda de rock de todos os tempos. Ele morreu aos 80 anos nesta terça-feira (24) e a causa não foi divulgada.

Preferências à parte, Charlie era um excelente batera, talvez não chegasse a ser um virtuose das baquetas, mas segurava o ritmo com maestria lá atrás, enquanto Mick, Keith e Ron, desfilavam na frente do palco.

Todos sabemos que a bateria é o coração de uma banda e Charlie mantinha a pulsação bem cadenciada, sem jamais espancar os couros dos tambores, tratando-os com a suavidade do jazz, retirando deles as melhores notas para as canções das pedras rolantes. A continuidade dos Stones certamente será discutida. Nenhum outro batera poderá subtituí-lo, por melhor que seja, não será o Charlie que estará ali.

Charlie era um verdadeiro lorde inglês, discreto, contido, de poucos sorrisos. Um tempo atrás enfrentou a batalha de um câncer, venceu e retornou aos palcos e as turnês da banda.

Tive o privilégio de assisti-los em Porto Alegre, em 2016, um showzaço embaixo de uma chuva torrencial, como esta que cai agora, no momento em que a internet está quebrando com a notícia de sua morte. RIP CHARLIE, WE LOVE YOU.

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