Opinião: projetos capengas do Governo Miki não eram excesso de entusiasmo - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí

Opinião: projetos capengas do Governo Miki não eram excesso de entusiasmo

Prefeitura continuou enviando para a Câmara projetos incompletos evidenciando despreparo na preparação e apresentação de propostas importantes para a população

Há pouco mais de um ano abordei aqui nesse espaço os repetidos erros da Prefeitura em projetos. No dia 28 de março do ano passado eu escrevi:

“É muita ansiedade para superar as dificuldades e fazer os projetos saírem do papel – algo muito complicado em se tratando da esfera pública -, falta de atenção ou despreparo? Eu prefiro ficar com a primeira hipótese sobre os erros cometidos na Prefeitura de Cachoeirinha na redação de projetos de lei e, conforme descobri nesta quarta-feira (28), até em edital de licitação.”

Você pode reler a coluna clicando aqui.

Um ano e quase quatro meses depois sou obrigado a mudar de opinião. E os fatos me obrigam a isso. Desde o episódio da tentativa de cassação do prefeito Miki Breier e do vice Maurício Medeiros, ainda não encerrado, é bom lembrar, os erros passaram a ter maior evidência.

Os vereadores que assumiram uma posição mais crítica ao Governo Miki continuam apontando diversas falhas em projetos que aportam no Legislativo. Pelas redes sociais, vejo críticas aos parlamentares oposicionistas sob o argumento de que passaram a apontar com mais veemência os erros por serem contra o prefeito.

Vereadores chegam a chamar os projetos de capengas. E não estão mentindo. São capengas mesmo e a população precisa saber disso.

Precisa saber também que Miki está tentando corrigir. O primeiro passo foi colocar Gilson Stuart no comando da Secretaria de Governança e Gestão. E ele assumiu a pasta em um período crítico com diversos projetos capengas tramitando na Câmara.

O primeiro passo de Stuart foi o de estancar as trapalhadas. Alguns projetos já foram retirados do Legislativo para melhor análise. Projetos novos nem esquentam na mesa dele: voltam para os autores para que apresentem todos os detalhes e uma justificativa sólida.

O oba-oba pode ter terminado. Assim esperamos. É bom o cidadão passar a considerarar as cobranças dos vereadores taxados de cricris. O Legislativo não pode aprovar qualquer coisa sem uma análise mais criteriosa ainda mais considerando que o Governo vinha insistindo em encaminhar projetos capengas.

Para quem não sabe, o Governo Miki sofreu a sua primeira derrota no Legislativo essa semana. Queria financiar para oito famílias removidas de área da obra interminável da Fernando Ferrari terrenos por valores irrisórios em parcelas inferiores ao definido em lei, sem mudá-la antes disso. E sem se preocupar com o reflexo da medida em outras tantas regularizações em uma cidade marcada por invasões.

É bom lembrar que o Executivo já enviou à Câmara até projeto revogando lei que nem existia mais. Os erros não eram excesso de entusiamo como eu queria acreditar.

Quando fizeram uma licitação para o estacionamento rotativo colocando na minuta de contrato que a empresa vencedora deveria “dispor de recipientes (bambonas) para 50, 100 e 200 litros e caixas coletoras de material perfurocortante com capacidade para 13 e 20 litros” evidenciaram um completo despreparo. Mesmo sendo uma minuta, não poderia versar sobre assunto diverso ao licitado.

Stuart está determinado a acabar com os projetos capengas. Bom para o cidadão que precisa da celeridade na apreciação de diversas matérias no Legislativo. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. E sem projetos capengas!

Compartilhe essa notícia
error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.