OPINIÃO: na oposição sem rumo, PSL implode e Antonio Teixeira deixa PTB - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Antonio Teixeira e João Paulo procuram partidos

OPINIÃO: na oposição sem rumo, PSL implode e Antonio Teixeira deixa PTB

Debandada no PSL começou a ser anunciada através de notas publicadas em redes sociais

Cachoeirinha – Faltando menos de nove meses para as eleições de outubro, parte da oposição em Cachoeirinha ainda tentar encontrar uma barriga de aluguel para os principais nomes que pretendem desafiar Miki Breier nas urnas. Depois de Antonio Teixeira, que foi o segundo mais votado na última eleição com quase 13 mil votos, não encontrar garantias de que seria o candidato do PTB e abandonar o partido três meses depois de assinar ficha, agora acontece uma debandada no PSL. O pré-candidato a prefeito, delegado João Paulo Martins, anunciou sua desfiliação.

Na nota publicada em seu perfil no Facebook, que você lê na íntegra no final desta coluna, João Paulo dá o título de “Correção de rumos”. Ele lembra ter sido criticado por ter permanecido no partido após a saída de Bolsonaro, que criou o Aliança pelo Brasil, salientando que optou por permanecer pois a criação da nova sigla esbarrou na burocracia para viabilizar candidaturas em outubro. O PSL, segundo João Paulo, entrou em contradições e tornou insustentável a defesa de uma proposta política. Agora, ele avalia convites e opções para ser uma alternativa em outubro.

O que vemos em Cachoeirinha é uma oposição fragmentada. O grupo de Antonio Teixeira, depois de se aventurar no PTB e parte dele no Podemos, retornou para a Rede, que estuda fusão com o PV. O partido não terá acesso ao fundo partidário, mas conta ainda com recursos do fundo eleitoral para a próxima campanha. É pouco, mas é melhor do que nada. Antonio Teixeira ainda não se decidiu onde vai pedir abrigo. A tendência é retornar para a Rede.

Importante lembrar, que a Rede fazia parte do Bloco de Oposição Municipal, o Bom, e foi defenestrada pelo presidente do PT, David Almansa, com a saída de Teixeira. Era o principal nome para ser candidato na aliança com o PCdoB e possivelmente com o apoio do Psol. Resta saber se as feridas cicatrizaram a ponto de permitir uma conversa, pelo menos. Mas parte do PT desenha uma candidatura do advogado Jeferson Lazzarotto e a outra já lançou o empresário Volnei Borba.

O Republicanos e o PTB, depois de desembarcarem do Governo Miki, ainda não se decidiram. Não é de se duvidar que o Republicanos volte a apoiar Miki. Jesus viu que o rompimento aconteceu para uma reflexão. E pode abençoar as pazes. O segundo, do experiente Reni Tolentino, segue explorando o mercado. Fala-se em Rubens Otávio como candidato. Duvido que ele, o vereador mais votado na última eleição, vá se aventurar em um projeto sem base de sustentação abrindo mão de uma reeleição certa.

Não é preciso ser um cientista político para se chegar a conclusão de que a oposição segue sem rumo. Não há um projeto para a cidade em debate. O que se vê em redes sociais é a selfie do buraco e do lixo que o povo relaxado joga nas ruas e depois berra para a prefeitura limpar. Neste cenário, Miki e Maurício seguem firmes arrumando a casa para, no segundo mandato, transformarem a cidade em um canteiro de obras, como Marco Alba fez em Gravataí.

Sem um fato novo, nada muda esse cenário. A oposição poderá, no máximo, aproveitar esta eleição para começar a construir um nome para 2024. Mas aí podem entrar em cena o José Stédile e Vicente Pires. É páreo corrido. Não podemos esquecer que Maurício Medeiros quer seu espaço, mas isso já é assunto para daqui a alguns anos.

Leia, abaixo, o comunicado de João Paulo, na íntegra:

CORREÇÃO DE RUMOS

Fui criticado por alguns por ter permanecido no PSL apesar da saída de Jair Bolsonaro e da criação do Aliança. Realmente o fator JB foi muito relevante na decisão de ingressar na sigla, entretanto, a formação do novo partido esbarrou na tradicional burocracia e não era difícil prever que não haveria tempo suficiente para deixa-lo apto a participar das próximas eleições municipais.

Desta forma, entendi, naquele momento, que a melhor alternativa seria continuar no partido e alinhar as forças simpáticas às propostas representadas pelo projeto político que envolve a minha pré-candidatura à Prefeitura de Cachoeirinha. Porém, os fatos que se sucederam acabaram mudando o rumo do processo. O PSL entrou em contradições e demonstra visivelmente não ser mais o mesmo partido que me atraiu. O problema é que eu, assim como muitas pessoas, não mudamos. Neste contexto ficou difícil sustentar uma proposta política tendo discursos, ações e teses desencontradas.

A inevitável saída do partido é apenas uma correção de rumos. Continuaremos trabalhando, em respeito a todos que aderiram à iniciativa, como forma de oferecer uma alternativa séria de mudança e atender ao desejo de todos que sonham com uma Cachoeirinha melhor.

Por fim, desejo manifestar a minha gratidão pela acolhida, pelo crescimento que obtivemos juntos e pelo respeito mútuo, reconhecendo que há muitas pessoas qualificadas e idealistas nas fileiras do partido e que certamente continuarão fiéis aos propósitos que nos aproximaram.

João Paulo Martins

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