OPINIÃO: Justiça vai barrar zoneamento do Mato do Júlio - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Futuro incerto - Foto: Fernando Planella/arquivo

OPINIÃO: Justiça vai barrar zoneamento do Mato do Júlio

O motivo é muito simples: os movimentos feitos até agora passaram por cima das definições do Plano Diretor

Cachoeirinha – Não resta a menor dúvida de que o zoneamento do Mato do Júlio será barrado assim que a primeira ação judicial for proposta. E não será necessário nem o mais experiente advogado elaborar a petição. Poderá passar a missão para um estagiário e nem precisará revisar a peça antes de protocolá-la. O Ministério Público já deu o indicativo ao sugerir a não realização da audiência pública desta sexta-feira (14) sem que os estudos técnicos previstos no Plano Diretor fossem realizados. Lei é para ser cumprida.

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Eu sou favorável ao desenvolvimento da cidade e a ocupação de toda a área possível respeitando tudo o que está previsto na legislação ambiental. Até mesmo aquele pequeno açude artificial pode perfeitamente ser aterrado. Os proprietários têm direito ao uso do Mato do Júlio e quem é contra que faça uma vaquinha para arrecadar milhões e milhões para a indenização.

A polêmica toda está em torno de como as coisas são conduzidas. Se o secretário de Planejamento e Captação de Recursos, Elvis Valcarenghi, foi exemplar na costura do acordo com os herdeiros, garantindo vantagens significativas para a Prefeitura e comunidade, merecendo até um busto ao lado do Passinhos, pecou ao passar por cima do previsto na lei do Plano Diretor. Parece que vale a velha máxima: para que facilitar se dá para complicar.

A culpa pelo futuro incerto do Mato do Júlio não pode recair apenas sobre esta administração. Os estudos do Mato do Júlio já deveriam ter sido feitos há mais de uma década. A atual gestão municipal está tentando resolver o problema, mas da maneira errada. Então, anote aí: não vamos ter o Mato do Júlio zoneado (até porque a oposição é maioria na Câmara), não vamos ter Casa dos Baptista preservada, não vamos ter parque e perimetral até que os estudos e consultas públicas sejam realizados.

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