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OPINIÃO: Eu era contra, mas mudei



Quando ouvi falar que o Prefeito Miki Breier queria trazer venezuelanos para a cidade, o que me veio à cabeça foi qualquer coisa ruim, menos alegria. Eu era contra. Sei que muitos também pensavam e até continuam pensando dessa forma. Não me posicionei com ninguém. Fiquei tentando digerir, compreender … Hoje, quando vi aquele grupo de venezuelanos ali naquela sala onde fiéis oravam, faziam suas preces até poucos dias atrás, entendi e compreendi. Eu estava errado. Miki estava certo.

Sei que o Brasil também atravessa uma crise tremenda, que a Prefeitura mal consegue pagar a folha do funcionalismo e que faltam empregos para muitos dos nossos. Mas quem são os nossos? Apenas os familiares e amigos. Não! Precisamos nos lembrar que somos seres humanos, apesar de todos os nossos defeitos. Devemos estender a mão para ajudar quem está precisando.

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Muitas vezes, nas redes sociais, comentei o drama dos venezuelanos. Dizia que o Brasil corria o risco de rumar para o mesmo caminho com um governo alinhado com o bolivarianismo. O parágrafo único do artigo 4º da nossa Constituição, em que pese interpretação diversa, me causa repulsa: “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.”

Caminhávamos para termos um bloco bolivariano até que a Lava Jato nos salvou da tragédia. Antes disso, eu olhava para a Venezuela e me lembrava da propaganda dos anos 80 de uma marca de vodka: Eu sou você amanhã. Era o Efeito Orlof. Estamos salvos, pelo menos por enquanto. Por lá, na Venezuela, o povo sofre nas mãos do bolivariano Maduro. Mas tem culpa nisso, pois boa parte da população quer um Estado Assistencialista, aquele que provê tudo, como se Deus fosse.

Mas se o povo é culpado, o que temos com isso? Tudo! Devemos ajudar quem está fugindo, quem ainda tem um fio de esperança de passar o restante do seu tempo aqui na Terra sendo feliz. Quem prefere lutar e comemorar suas conquistas feitas com o seu suor. Se pudermos fazer algo por um ser humano que não merece sucumbir nas mãos de um tirano, devemos.

O que mais me preocupa, no entanto, é que o Efeito Orlof está bem vivo. A última pesquisa eleitoral mostra que o mesmo projeto político, o do Estado Assistencialista, pode voltar a comandar o Brasil depois de ter nos colocado na maior crise da nossa história. E aí eu me lembro do tal parágrafo único do artigo 4º e o desânimo bate por completo. Assim como estamos socorrendo os Venezuelanos, fico tentando imaginar quem poderá socorrer os que preferem se esforçar para realizar seus sonhos. Infelizmente, parcela significativa do povo brasileiro vê mas não enxerga. E quando consegue, a visão não alcança um centímetro além do próprio umbigo.

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