OPINIÃO: Como ficaria a Câmara sem coligações e quais partidos elegem vereadores - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí

OPINIÃO: Como ficaria a Câmara sem coligações e quais partidos elegem vereadores

Se a proibição de coligações nas proporcionais estivessem em vigor em 2016, apenas um vereador da atual legislatura não teria se elegido

Dediquei um tempo na tarde chuvosa desta quarta-feira (16) para fazer um cálculo e saber se algum vereador da atual legislatura não teria se elegido se estivesse em vigor em 2016 a regra de não permitir coligação nas eleições proporcionais, ou seja, partidos concorrendo sem aliança. O PDT perderia a terceira cadeira que conquistou e Manoel D´Ávila, com 762 votos, não estaria na Câmara – bom lembrar que o PDT já não tem esta cadeira porque D´Ávila mudou para o PV.

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Esta vaga ficaria com o candidato do PT, David Almansa, que fez 1.284 votos. Das 17 vagas no Legislativo, 11 delas teriam sido preenchidas de forma direta pelo fato do então PMDB e PRB, além de PDT, PSB e PV terem atingido o quociente eleitoral. As outras 6 seriam a sobra e a distribuição ocorreria pela média.

O cálculo de como as vagas são distribuídas entre os partidos é um pouco complexa. Para quem quiser saber em detalhes, pode pesquisar no Google. Vai encontrar explicações bem didáticas.

O primeiro passo é dividir o número de votos válidos e das legendas pelo número de vagas na Câmara. Em 2016, foram 70.533 votos que divididos por 17 deu um quociente eleitoral de 4.149. Esse número é importante porque existe a cláusula de barreira. O candidato que não atingir 10% deste total não se elege mesmo que o partido tenha direito a uma vaga para ele. Se a votação válida se repetir esse ano, então, candidato que não obtiver 414 votos está fora.

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Para ser apurado quantas vagas ficam com cada partido, o número total de votos obtido por seus candidatos e na legenda é dividido pelo quociente eleitoral para ser apurado o quociente partidário.

O partido que não chegar a esta votação de 4.149 votos, lembrando que estou usando dados da última eleição, vai disputar a sobra de vagas não preenchidas de forma direta e aí entra o cálculo da média que vou entrar em detalhes.

Vou fazer um exercício de futurologia agora. Pode ser meio arriscado, já que não conheço as nominatas de candidatos de cada partido. A experiência, contudo, me permite dizer que o PSB, MDB e PDT vão eleger um vereador a menos, cada um. PSB elege, então, 4, o MDB 3 e o PDT 2. O PTB se mantém com 1, assim como o Solidariedade e o Republicanos com 2. As novidades, com um vereador cada, serão o PSD, PP, PT e PSL.

Vou deixar aqui uma brecha para uma pequena possibilidade de o PV tirar a vaga do PSL. A Rede vejo com poucas possibilidades de eleger alguém. PSD e PT podem surpreender e um deles eleger dois vereadores. O risco aqui é do PP perder a vaga.

Dos partidos que estão atualmente na Câmara, o Cidadania de Jacqueline Ritter (que concorre a vice-prefeita) e Eduardo Keller, fica fora. Há um risco de o PV, de Manoel D´Ávila, ficar sem representação.

Nesta minha projeção, se o atual prefeito se reeleger, ele amplia a base aliada que hoje tem 9 vereadores podendo chegar a 12. Bom, se um candidato da oposição se eleger prefeito, aí a coisa vai ficar complicada para ele tendo a minoria na Câmara de Vereadores. Vai precisar negociar com os partidos da atual situação e também com os derrotados da oposição. E sabem o que vai acontecer? Terá que distribuir cargos. Isso, os famosos CCs que todos que estão na oposição criticam mas que vão usar a rodo se vencerem a eleição para prefeito.

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