OPINIÃO: Câmara quer ser uma mini prefeitura; de olho nos votos - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí

OPINIÃO: Câmara quer ser uma mini prefeitura; de olho nos votos

Está faltando para alguns vereadores a visão do conjunto da sociedade e não seus interesses pessoais

A Câmara de Vereadores de Cachoeirinha está trilhando o perigoso caminho de privilegiar o assistencialismo em vez de se preocupar com políticas públicas. É a política particular sem ter a visão do todo. Ela já criou um balcão para atender o cidadão que tem dificuldades em acessar alguns serviços pela internet. Depois, criou um departamento de assistência social que tinha o propósito de dar orientações e fiscalizar ações do Executivo.

O que parecia ser bom deixa dúvidas se o propósito não é o de ser uma mini prefeitura tendo em vista dois novos projetos. No primeiro, os vereadores querem R$ 4,7 milhões anuais do orçamento da prefeitura para seus projetos pessoais. No outro, o Legislativo institui a parceria público-privada para criar um banco de alimentos. A Câmara vai cadastrar famílias carentes para distribuir cestas básicas.

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O papel do vereador não pode ser o de se preocupar com o assistencialismo criando até mesmo uma disparidade em uma eleição, pois estarão usando a estrutura pública para benefícios próprios deixando os demais postulantes a uma cadeira no Legislativo em desvantagem. Um parlamentar precisa se preocupar com o conjunto da sociedade fiscalizando o Executivo e propondo alternativas para melhorar o que considera deficiente. Tratar de políticas públicas, reforço. E no meio de tudo isso ainda tentam derrubar o prefeito insatisfeitos com os poucos cargos que têm.

A PPP do alimento poderia ser para recolher donativos a serem destinados para a prefeitura. Aí, seria aceitável. Mas alguém pode dizer: mas o secretário da assistência social pega donativos e explora nas redes sociais a distribuição feita por ele próprio, então, nós vereadores, estamos em desvantagem.

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É preciso dizer que também não concordo com a postura do secretário. Ele deveria somente fazer uma ação para efeitos de divulgação do início da distribuição dos donativos destinados por empresas e outros doadores. Depois, deixar o trabalho para a equipe técnica da secretaria. Pois bem, para onde vamos, não sei. Só sei que está tudo errado.

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