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OPINIÃO: autofagia consome PSB e vitima Stédile


Os 12 mil votos perdidos na cidade seriam suficientes para uma reeleição com folga


A maior surpresa desta eleição em Cachoeirinha foi a não reeleição do ex-prefeito e presidente do PSB no Estado, José Stédile. Um erro do eleitor cachoeirinhense tendo em vista que além da representação política, o deputado federal garantia para a cidade recursos importantes através de emendas parlamentares. Foram alguns milhões ao longo dos seus dois mandatos. Mas a culpa é de quem?

Para lembrar, na eleição de 2014, Stédile chegou a 60.523 votos. Deste total, 20.254 foram de Cachoeirinha. Nesta eleição, a cidade lhe deu apenas 8.192 votos e ele chegou no total a 51.148 votos, insuficientes para garantir a reeleição. Stédile encolheu 12.062 votos na cidade.

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O eleitor não pode receber toda a culpa. Boa parte dela é do próprio candidato por ter achado que  Cachoeirinha estava dominada. Stédile sempre foi capaz de fazer uma leitura perfeita de cenários eleitorais, mas desta vez subestimou o estrago que a divisão do partido poderia causar. E também achou que a militância, outrora fiel, estaria na rua.

Desta vez Stédile não tinha a máquina na mão e um batalhão de CCs sempre bem cultivado por Vicente, independente das consequências financeiras. O PSB sofre com a autofagia, se consumindo internamente. O grupo Stédile/Vicente Pires não se afina com o de Miki Breier. Essa divisão não deixou de respingar em Juliano Paz, que viu seu sonho de chegar na Assembleia Legislativa ser adiado.

A disputa interna ainda vai longe. Stédile é o nome mais forte para ser o candidato a prefeito na próxima eleição, mas Miki tem o partido e a máquina na mão para buscar a reeleição. E mais de dois anos para corrigir os erros cometidos por Stédile/Vicente que concederam uma enormidade de benefícios para o funcionalismo a ponto de quase inviabilizar a gestão da Prefeitura em meio a esta crise econômica.

A essa divisão interna local não deixa de subir para a Estadual do partido. É bom lembrar que Stédile superou Beto Albuquerque na eleição estadual. Beto é alinhado ao grupo de Miki e se Sartori, coligado com o PSB, se reeleger, as cenas dos próximos capítulos prometem um acirramento na indicação de secretários para comporem o primeiro escalão do Governo do Estado. O grupo Miki/Beto é muito mais próximo de Sartori do que o de Stédile.

Se os ponteiros não forem acertados, o PSB também pode ver ruir a aliança que sempre o sustentou em nível local. E o que sobra para Vicente? O discurso de dependente químico recuperado já não cola mais. Fez uma votação pífia. Talvez tenha chance de se eleger vereador se não conseguir uma secretaria na eventual reeleição de Sartori. Mas é improvável que pense em recomeçar sua caminhada pelo Legislativo Municipal.

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