OPINIÃO: A vacinação dos professores e a “esperteza” do vereador - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Marco Barbosa - Foto: Arquivo

OPINIÃO: A vacinação dos professores e a “esperteza” do vereador

Ministério da Saúde informou ao STF que incluiu os professores nos grupos prioritários em ação movida pela Rede Sustentabilidade

O Ministério da Saúde informou ao Superior Tribunal Federal (STF) que os trabalhadores em educação fazem parte dos grupos prioritários do plano de imunização contra a Covid-19. A nota informativa foi enviada para atender pedido do STF sobre o detalhamento da vacinação em ação movida pela Rede Sustentabilidade. Só não há data ainda para que os profissionais sejam vacinados.

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Pois bem, esta semana o vereador Marco Barbosa, que é servidor público e professor, apresentou na Câmara de Vereadores um projeto de lei legislativo tornando prioritária a vacinação de servidores públicos e trabalhadores da educação, assunto que abordei na coluna Mais um projeto que cheira a demagogia.

O projeto é completamente sem sentido e ainda permite que seja entendido que o parlamentar está legislando em causa própria já que é servidor público e professor. Sem sentido porque não é uma lei municipal que vai mudar as regras do Ministério da Saúde. A Prefeitura é obrigada a cumprir a regra superior e não a de um vereador.

Espero que o tal projeto não receba parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Infraestrutura Urbana do Legislativo. O vereador pode e deve defender os interesses de uma classe, mas não desta forma dando a entender que deseja tão somente colher dividendos políticos. Muitas pessoas vão acreditar que foi por iniciativa dele que os profissionais de educação serão vacinados, o que não é verdade.

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Cheguei a escrever na coluna anterior que era bem provável que o parlamentar tirasse uma foto segurando o projeto para postar em redes sociais caso houvesse a inclusão dos trabalhadores em educação no plano nacional. Ele só não fez a foto, mas realizou uma postagem compartilhando um release do Ministério da Educação onde o ministro Milton Ribeiro informa que enviou ofício à Casa Civil solicitando a inclusão até de estudantes mesmo não existindo vacinas autorizadas para os menores de 18 anos.

É lamentável termos vereadores que agem desta forma e a Marco Barbosa não cabe a desculpa que é marinheiro de primeira viagem e não sabia que ele não pode mudar uma regra do Governo Federal. O que ele poderia fazer é defender o atendimento destes profissionais e até apresentar uma moção de apoio a alguma das iniciativas defendendo a importância dos professores e demais trabalhadores na educação serem imunizados. A forma de fazer esta defesa não é apresentando um projeto fora da sua competência de legislar.

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