OPINIÃO: a "imunidade de grupo" e mortes inevitáveis provocadas pelo Covid-19 - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí

OPINIÃO: a “imunidade de grupo” e mortes inevitáveis provocadas pelo Covid-19

Medidas restritivas visam tão somente evitar o colapso no sistema de saúde, evitando mortes por falta de atendimento

Ontem à noite eu cheguei a uma conclusão sobre a pandemia. Não há vacina ou algum outro medicamento para tratar o Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Isso todo mundo já sabe. Mas, então, como o vírus vai parar de se propagar? Simples, a população precisa adquirir o que os epidemiologistas chamam de “imunidade de grupo”. Todas as medidas restritivas quem vêm sendo adotadas visam tão somente evitar um colapso no sistema de saúde e diminuir o número de mortos. Sem elas, várias pessoas morreriam sem terem a chance de um tratamento para os sintomas e a possibilidade de sobreviverem.

A “imunidade de grupo” já está em andamento e é um resultado colateral do que vem acontecendo. O problema é que leva tempo para ela surtir efeitos. Para que funcione, pelo menos 50% da população tem que contrair o vírus e se curar. Verdade que centenas e até milhares morrerão como já aconteceu na China e Itália. No Reino Unido há uma polêmica em torno disso, pois as medidas adotadas no país favoreceriam esta “imunidade de grupo”.

A BBC, de Londres, em uma matéria explica que a “imunidade de grupo” é normalmente usada por epidemiologistas para falar dos benefícios da aplicação de vacinas para as pessoas que não as tomaram. Isso porque, uma vez vacinados integrantes de grupos de risco, elas ganham imunidade contra um determinado patógeno, beneficiando indiretamente toda uma comunidade, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacinação. Aqueles que contraíram determinada doença e se curaram também ajudam nesta proteção.

Vale lembrar que na natureza nós temos a seleção natural. Só os mais fortes sobrevivem e, neste caso da pandemia, só os que possuem uma boa imunidade passarão tranquilos pelo Covid-19. Quem integra o grupo de risco poderá superar este quadro terrível se adotar as medidas preventivas e se quem estiver ao seu lado fizer o mesmo. Elas fazem com que o vírus se propague lentamente. Quando tivermos uma vacina, a “imunidade de grupo” poderá ser atingida pela intervenção humana. Até lá, contudo, valem as regras da natureza. Não quero fazer terrorismo, mas se você ainda acha que o vírus não vai te contagiar, é melhor repensar para não ser o responsável pela morte de familiares e amigos.

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