OPINIÃO: a espetacular paródia de Cleiton Amorim, nosso Tom Amorim - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Para assistir e refletir - Foto: Reprodução

OPINIÃO: a espetacular paródia de Cleiton Amorim, nosso Tom Amorim

Músico e compositor fez um clip parodiando Raul Seixas que traz como pano de fundo um reflexão sobre nossa existência

O inimaginável aconteceu: a Terra parou. Como saído de um filme de ficção, o novo coronavírus fez a humanidade ser mais humana. O Maluco Beleza, como o visionário Raul Seixas ficou conhecido, gravou em 1977 a música “O dia em que a Terra parou”, inspirado no filme homônimo de ficção de 1951, dirigido por Robert Wise. Vivíamos a Guerra Fria e a ditadura no Brasil. Antes de continuarmos, dando um caráter mais informal neste coluna, é preciso dizer que nós, jornalistas de opinião, lemos e ouvimos muito antes de escrevermos.

Nesta tarde havia decidido não trabalhar, mas para um workaholic o momento de não fazer nada é o de absorver informação. Fui pesquisar sobre conceitos de sociólogos que pudessem me ajudar a entender o momento que passamos. Passei por  Ulrich Beck, Anthony Giddens e até parei em um artigo sobre o médico infectologista Stefan Cunha Ujvari, autor de vários livros, entre eles “A história da humanidade contada pelos vírus, bactérias, parasitas e outros microrganismos”. Mas quero ficar no sociólogo, antropólogo, cientista político francês, David Émile Durkheim.

Enquanto escrevo esta coluna, tomando uma cerveja enquanto a esposa prepara um bolo de banana, aveia e cacau, além de um punhado de farelos, abro mais um vez abro mais uma vez uma página que aborda o estudo da sociedade industrial do século XIX feito por Émile Durkheim.

Lá no Brasil Escola o autor do artigo, Paulo Silvino Ribeiro, diz que  Durkheim “chegou à conclusão de que os laços que prenderiam os indivíduos uns aos outros nas mais diferentes sociedades seriam dados pela solidariedade social, sem a qual não haveria uma vida social. E minhas leituras seguem até encontrar um artigo na qual Renata Arruda, no site letras.mus.br faz uma análise da música de Raul em 25 de março deste ano. E ela cita Durkhein.

Faço uma pausa. Vou na rua fumar um cigarro e aqui no sítio os únicos sons são de um galo cantando, um sabiá e uma pomba, sem falar nos Joãos de Barro. No pátio do vizinho os marrecos que vi crescer seguem sua rotina como se não existisse a Covid-19. Retorno e o Gatinho, nome que dei ao “primogênito”, embora a esposa insista que seja Oliver, aguarda a comida. O gatô, nome que dei ao gigante que adotou a casa, também pede seu quinhão. A Pestinha, por suas peripécias, dorme sob à mesa na cadeira. Há ainda os cães, todos dormindo.

Mas vamos retomar o assunto principal. Nosso grande músico e compositor Cleiton Amorim, o Tom Amorim, como se apresenta no seu canal no Youtube, um dos principais covers de Raul Seixas no Brasil, gravou uma paródia que foi exibida dias atrás no Jornal do Almoço, da RBS. No “O dia que a Terra parou” ele incentiva uma reflexão sobre o momento que vivemos. Nos faz lembrar de lavarmos as mãos e do que não damos valor:  da convivência das famílias reunidas à mesa, dos esforços mundiais em busca de uma cura para a doença, da natureza se manifestando como na limpidez dos canais de Veneza e por aí afora. A mensagem principal é a da solidariedade. Todos devemos nos unir e contribuir como pudermos para superarmos esse grande desafio e voltarmos a abraçar quem tanto amamos.

Para ler o que citei nesta coluna, clique nas palavras sublinhadas acima.

Deixo vocês com o clip.

“Será que a gente acordou sobre o que está acontecendo?”, pergunta nosso Tom Amorim.

Assistam. E fiquem em casa.

Compartilhe essa notícia
error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.