Operação Stagnum é realizada em Gravataí contra roubo de cargas
Ação ocorreu em cinco municípios e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão.

Gravataí – A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Stagnum, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em roubos de cargas na Região Metropolitana. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFC), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa atuava de forma recorrente ao longo de 2025, com destaque para roubos de grandes volumes de tintas. Aproximadamente 80 policiais civis participaram da operação, que resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Alvorada, Canoas, Gravataí, São Leopoldo e Balneário Pinhal.
Durante as diligências, foram apreendidas quatro armas de fogo, diversas latas de tintas e carnes provenientes de roubo. Um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação. O principal crime atribuído ao grupo ocorreu em 7 de novembro de 2025, quando quatro caminhões carregados com latas de tinta, pertencentes a uma empresa de logística, foram roubados no município de Canoas.

Conforme o delegado André Serrão, titular da DRFC/Deic, a investigação identificou um modo de atuação marcado por planejamento e divisão de tarefas. Segundo ele, cerca de dez pessoas, encapuzados e armados, renderam e amarraram funcionários da empresa durante a ação. As imagens analisadas pela polícia indicaram o uso de empilhadeiras e a participação de pessoas com conhecimento técnico sobre o funcionamento do local.
Ainda de acordo com o delegado, parte da carga roubada foi localizada posteriormente em um galpão abandonado, também em Canoas. Um dos caminhões chegou a ser devolvido vazio à empresa, possivelmente com a intenção de realizar novo carregamento, mas acabou sendo abandonado. Os outros três veículos foram recuperados durante as investigações. No decorrer do inquérito, a polícia identificou suspeitos oferecendo tintas com as mesmas características das roubadas em plataformas de venda on-line, por valores abaixo do mercado. Os anúncios foram retirados após o início das diligências.
As investigações também apontaram a Rua do Açude, em Alvorada, como um dos principais pontos utilizados pela organização criminosa para o transbordo e armazenamento das cargas roubadas. O local estaria ligado a um núcleo familiar com antecedentes criminais. Veículos utilizados nos crimes foram identificados, incluindo automóveis registrados em nome de familiares de suspeitos, além de veículos de diferentes marcas e modelos, alguns com indícios de clonagem.





