POLÍCIA

Operação Divisa faz buscas em Cachoeirinha e Gravataí e prende dez

Além de Cachoeirinha e Gravataí, os policiais realizaram buscas em Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul e Charqueadas, resultando em dez prisões e apreensões

Na manhã desta terça-feira (25), a Polícia Civil, por meio das Delegacias de Polícia de Homicídios (DPHPP) de Gravataí e Canoas, deflagrou a Operação Divisa. O objetivo é combater crimes de homicídios, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e extorsão em Porto Alegre e Região Metropolitana.

Conforme informações da Polícia Civi, dez pessoas foram presas durante a ofensiva. Armas e munições também foram apreendidas. Mais de 170 policiais civis, com o apoio da Brigada Militar, cumpriram 31 ordens judiciais nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul e Charqueadas. A ação também conta com a participação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do RS e da Core/RJ.

Em Canoas, as investigações recaem sobre a prática de homicídio qualificado ocorrido no mês de março do corrente ano e praticado por meio do emprego de arma de fogo. Na ocasião, a vítima foi executada a tiros na Cidade de Porto Alegre e seu corpo foi encontrado na cidade de Canoas. As medidas cautelares relativas a este inquérito foram cumpridas nos municípios de Porto Alegre, Canoas e Cachoeirinha.


A operação visa combater os crimes de homicídios e extorsão – Foto: Miguel Noronha/Polícia Civil

Segundo o Delegado Arthur Hermes Reguse, Titular da DPHPP/Canoas, ressalta que “se trata de uma investigação qualificada, em que a vítima foi executada a tiros na capital do Estado, mas transportada de veículo até a cidade de Canoas. Com essa movimentação, o objetivo dos criminosos era ocultar o cadáver e, dessa forma, se esquivar da responsabilização penal.”

Já em Gravataí, suspeitos são investigados pelo cometimento de delitos de homicídio doloso qualificado por motivo fútil, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e extorsão. Nesta ação, as investigações recaem sobre a prática de dois crimes de homicídio ocorridos nos meses de março e maio do deste ano em Gravataí, ambos praticados por meio do emprego de armas de fogo de uso restrito.

Também são alvos da operação os suspeitos de terem dado causa a um suicídio em Gravataí. Durante as investigações, foi identificado que, após sucessivas extorsões e ameaças durante a aplicação do chamado Golpe dos Nudes, a vítima acabou tirando a própria vida. As medidas cautelares foram cumpridas em Sapucaia do Sul, Gravataí, Porto Alegre e Cachoeirinha, assim como no interior da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ).

A Delegada Fernanda Amorim, Titular da DHPP/Gravataí, destaca a importância da segregação dos investigados pelo cometimento das infrações penais e da angariação de novos elementos de materialidade delitiva, retirando executores e autores intelectuais do convívio social e, com isso, promovendo o combate à criminalidade organizada.

O Diretor da Divisão de Homicídios da Região Metropolitana, Delegado Rafael Soares Pereira, enfatiza que “a troca de informações entre as delegacias do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa é constante, o que garante uma unidade de investigação e, consequentemente, agilidade no combate aos crimes dolosos contra a vida.  O departamento segue atuando fortemente para responsabilizar e prender os executores e mandantes de homicídios, trazendo, assim, a certeza da punição”.

Já o Diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, Delegado de Polícia Mario Souza, endossa a relevância das ações e afirma: “Grupos criminosos que insistem na perpetração de delitos contra a vida sofrerão a aplicação do protocolo das sete medidas de enfrentamento aos homicídios.”

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