POLÍCIA

Oficineiro é afastado após denúncia de assédio em escola de Cachoeirinha

. O episódio ocorreu nesta semana, nas dependências da Escola Municipal de Ensino Básico Costa e Silva, no bairro Fátima

Cachoeirinha – Um caso de suposto assédio sexual envolvendo um oficineiro e estudantes de uma escola da rede municipal de Cachoeirinha ganhou repercussão após relatos e publicações nas redes sociais nesta quinta-feira (25). O episódio ocorreu nesta semana, nas dependências da Escola Municipal de Ensino Básico Costa e Silva, no bairro Fátima.

As manifestações de pais de alunos trouxeram à tona denúncias sobre a conduta do profissional, levando o caso ao conhecimento das autoridades e da comunidade escolar. Ainda na quarta-feira (24), após tomar ciência dos fatos, a equipe diretiva da escola publicou um comunicado em sua página oficial no Facebook informando as primeiras medidas adotadas. Confira a íntegra no final desta matéria.

Na tarde desta quinta-feira (25), a reportagem do O Repórter conversou por telefone com o secretário municipal de Educação, Ildo Junior, que confirmou ter sido informado sobre o caso ainda na noite de quarta-feira. Segundo ele, o cancelamento do contrato do oficineiro, identificado como Regis Degani Gonçalves, conhecido como Xicão, foi determinada de forma imediata. Segundo o secretário, além do afastamento do profissional, uma reunião foi realizada na manhã desta quinta-feira com pais, professores e a direção da escola para tratar do caso e anunciar medidas voltadas à segurança da comunidade escolar. Entre elas estão a instalação de totens com reconhecimento facial, a presença de um guarda municipal e o acompanhamento psicológico para as vítimas e demais integrantes da comunidade escolar.

O secretário também informou que o caso teria ocorrido no início da semana e envolveria alunas de 10 e 11 anos durante oficinas de mosaico realizadas no turno integral. Ainda conforme Ildo Junior, um ofício foi encaminhado à 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha colocando a Secretaria de Educação à disposição para fornecer documentos, informações e esclarecimentos necessários para a investigação. “Diante da gravidade dos fatos relatados e prezando pela integridade dos envolvidos, optamos por essa decisão até que o caso seja esclarecido. A administração não compactua nem tolera esse tipo de conduta, especialmente de quem atua no ambiente escolar”, afirmou o secretário.


O secretário municipal de Comunicação, Tiago Almer, informou que, assim que a administração tomou conhecimento do caso, foram adotadas as medidas legais para o cancelamento do contrato de prestação de serviços, além da mobilização de uma força-tarefa para prestar apoio às vítimas. Segundo ele, uma nota oficial sobre o caso deverá ser divulgada nas próximas horas.

O delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, Ernesto Prestes, informou que o boletim de ocorrência foi registrado pelos pais das vítimas ainda na quarta-feira (24). Segundo ele, a investigação já iniciou a oitiva dos envolvidos para apurar as circunstâncias do caso. Por envolver crianças, a identidade das vítimas será preservada.


A reportagem também tentou contato com o oficineiro que também é Presidente do Conselho Municipal de Cultura citado nas supostas denúncias para ouvir sua versão sobre os fatos, por meio de mensagens via WhatsApp e ligações telefônicas, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

Até o fechamento desta matéria, não havia sido divulgada qualquer informação sobre a permanência dele à frente da presidência do Conselho Municipal de Cultura, nem a nota oficial da Prefeitura. Assim que essas informações forem publicadas, a matéria será atualizada.

Confira a nota da escola na íntegra

COMUNICADO IMPORTANTE! EMEB COSTA E SILVA:

Devido às denúncias de abuso ocorridas na escola, gostaríamos de esclarecer o seguinte:

  • a pessoa acusada não é professor, e sim, um oficineiro que desenvolvia o projeto nas escolas, através da autorização da Secretaria de Educação.
  • assim que a direção tomou conhecimento dos fatos, tomou todas as providências legais.
  • as alunas envolvidas foram acolhidas pela direção da escola e receberão apoio psicológico através de profissionais do município.
  • o contrato com o oficineiro foi cancelado e ele não faz mais parte de nenhuma instituição municipal.
  • as autoridades policiais já estão a par de tudo e tomando as providências legais.

Lamentamos muito o ocorrido, somos solidários às famílias e comunidade escolar e seguimos sempre à disposição para maiores informações.

Equipe Diretiva

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