OAB Gravataí inaugura Banco Vermelho e alerta para feminicídios
A instalação foi realizada em Gravataí com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher e alertar para os dados registrados no país e no Estado

Gravataí – A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Gravataí inaugurou nesta segunda (2), às 10h30, o Banco Vermelho, símbolo internacional de enfrentamento à violência de gênero e de combate ao feminicídio. A instalação foi realizada em Gravataí com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher e alertar para os dados registrados no país e no Estado.
De acordo com informações apresentadas durante a solenidade o Rio Grande do Sul registrou aumento de 53% nos casos de feminicídio em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Nos dois primeiros meses, já foram contabilizados 20 casos no Estado.
A mobilização reuniu representantes do Judiciário, do Legislativo Estadual e Municipal, do Executivo Municipal, da Defensoria Pública, do Ministério Público, de órgãos da segurança pública, além de sindicatos e associações comerciais. A proposta do movimento é integrar instituições e sociedade civil em ações permanentes de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
O Banco Vermelho integra uma política pública respaldada pela Lei Federal nº 14.942/2024, que institui a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. A legislação prevê medidas de conscientização, prevenção e fortalecimento da rede de atendimento às vítimas. A iniciativa propõe que, ao sentar-se no banco, o cidadão reflita sobre a violência de gênero. Ao levantar-se, a proposta é que esteja comprometido com atitudes concretas de enfrentamento ao problema.
Durante o evento, foi reforçada a importância da denúncia como instrumento de proteção e de responsabilização dos agressores. Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio dos canais oficiais, como o telefone 180, que funciona em todo o país. A formalização da denúncia permite a atuação das autoridades, viabiliza medidas protetivas e contribui para a redução dos índices de violência.
A mobilização destacou que o enfrentamento ao feminicídio depende da atuação integrada das instituições e da participação da sociedade, com informação, vigilância e denúncia.






