“Não podia deixar ele morrer”, diz comandante do 26º BPM ao salvar bebê em Cachoeirinha

Cachoeirinha – Um bebê recém-nascido foi salvo de um engasgamento na tarde da última quarta-feira (20), na Avenida Flores da Cunha, em frente ao Atacadão, em Cachoeirinha. O atendimento de emergência foi realizado pelo comandante do 26º BPM, tenente-coronel Fernando Meirelles, que passava pelo local no momento em que retornava de uma ocorrência policial que resultou na apreensão de mais de 73 quilos de drogas na região da Avenida Frederico Augusto Ritter.
Segundo o Comandante Meirelles, ele retornava ao quartel do 26º Batalhão de Polícia Militar quando a viatura em que estava, junto ao soldado Diego, foi abordada por um casal que seguia em uma van de cor vermelha, que trafegava buzinando pela avenida. Ainda dentro da viatura, o comandante avistou uma mulher com uma criança no colo pedindo socorro. Rapidamente, em meio ao trânsito, ele desembarcou e foi ao encontro da família. A mãe entregou o pequeno Samuel, recém-nascido de um mês e meio, que estava engasgado. Ela havia saído à rua ao perceber o engasgo e pediu ajuda ao motorista da van que passava pelo local.
Minutos depois iniciada a massagem, o bebe deu uma pequena arrotadinha, saiu um pouco de leite materno pela boca e em seguida veio o choro. Vimos que ela voltou a respirar, porque senti o pulmão dela a inchar. Neste momento, colocamos a mãe e o bebe na viatura e fomos para o hospital Padre Jeremias. No hospital, no setor pediatrico, e voltou a chorar mais e passou por uma nova avaliação médica, onde nos passaram que a massagem foi fundamental para o salvamento, destacou o Comandante.
Ainda sobre o salvamento, o Comandante do 26ºBatalhão de Polícia Militar, Fernando Meirelles destacou: “é uma mistura de emoções, principalmente depois de uma situação como essa. Na hora, a gente age no automático, com a adrenalina, e lembra exatamente do que precisa ser feito e executa. Depois, quando tudo passa e a criança já está no hospital, vem o alívio e a reação emocional, aquela sensação de ‘perna mole’ e um frio na barriga”, afirmou o comandante;
Meirelles relatou ainda o momento em que recebeu a criança das mãos da mãe. “Quando ela me entregou o bebê, pensei que não poderia deixar aquela criança morrer. É uma emoção muito forte, mas ao mesmo tempo gratificante ver o resultado positivo e saber que ele estava bem.”
O oficial destacou também a importância da capacitação para situações de emergência. “Foi a primeira vez que realizei um salvamento dessa natureza e pude colocar em prática tudo o que aprendi. Se tiver que fazer isso novamente, farei. Mais do que qualquer reconhecimento, o que vale naquele momento é ver a criança respirando novamente. Além de militar, sou filho, pai e ser humano. Acredito que não estamos aqui por acaso. Todos temos a missão de ajudar e salvar vidas quando necessário.”
Visita de agradecimento
Após o susto, a mãe do pequeno Samuel, Chaiane, publicou nas redes sociais um texto de agradecimento.
“Hoje eu passei pelo pior dia da minha vida, Samuel estava dormindo de bruços em meu peito e quando percebi que ele não estava respirando, estava engasgado…eu estava sozinha e entre em desespero, sai na rua tentando fazer ele voltar e procurando ajuda, até que apareceu um senhor em uma Van vermelha que me chamou para levar ao hospital, vi toda preocupação dele junto comigo e logo encontramos a BM que realizou a manobra de desengasgo e nos levou aos hospital, todos eles foram muito ágeis, apenas agradecer por toda agilidade e preocupação.
Infelizmente, não consegui anotar os nomes no momento do desespero, mas jamais vou esquecer o que fizeram pelo meu filho.”
O anonimato dos “anjos de farda” foi revelado logo após a publicação feita pela mãe. A identificação ocorreu por meio de um conhecido de um dos soldados do batalhão, que informou a participação do policial no salvamento. A partir disso, foi feito contato com a Comunicação Social da Brigada Militar, que organizou o encontro.
Em reconhecimento à ação dos militares, a família de Samuel entrou em contato para expressar sua gratidão e compareceu pessoalmente à sede do batalhão, no início da tarde desta quinta-feira (21), para agradecer pela ajuda em um momento tão delicado.
“É uma mistura de emoções, principalmente depois de uma situação como essa. Na hora, a gente age no automático, com a adrenalina, e lembra exatamente do que precisa ser feito e executa. Depois, quando tudo passa e a criança já está no hospital, vem o alívio e a reação emocional, aquela sensação de ‘perna mole’ e um frio na barriga”, afirmou o comandante.




