Mistério em Cachoeirinha: novas provas surgem sobre o desaparecimento da família Aguiar
Principal suspeito chegou a ir até a casa dos pais de Silvana três dias depois de o casal também desaparecer

Cachoeirinha – O desaparecimento de três integrantes da família Aguiar em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), segue sem solução. Até o momento, Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, permanecem sem notícias desde o fim de janeiro, e as investigações prosseguem com foco criminal. Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro e no dia seguinte, seus pais também não foram mais vistos.
Provas de sangue humano intensificam as suspeitas
Na última semana, a Polícia Civil confirmou que vestígios de sangue encontrados na residência de Silvana são de origem humana. As amostras foram coletadas no banheiro e na área dos fundos da casa, em Cachoeirinha, e agora estão sendo comparadas no laboratório de perícia.
Os laudos ainda não revelaram a quem pertencem os vestígios, mas isso deve ser esclarecido com os exames de DNA, que estão em andamento. Equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) também analisam impressões digitais e outros indícios coletados no imóvel.
Investigação mira ex-marido e envolve telefonemas suspeitos
Um dos pontos que chamou atenção dos investigadores foi uma ligação feita do celular de Silvana para o telefone fixo da própria família após o sumiço — um fato que a polícia considera parte de uma possível tentativa de enganar as buscas.
O principal suspeito no caso é Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e policial militar afastado de suas funções. Ele teve prisão temporária decretada em 10 de fevereiro e está detido desde então sob investigação.
Imagens de câmeras de segurança flagraram o suspeito entrando e saindo da casa dos pais de Silvana no dia 28 de janeiro, com mochilas nas mãos, o que aumentou as suspeitas das autoridades. Em depoimento, ele chegou a afirmar que teria ido ao local buscar ração para um gato e um cachorro.
Contexto familiar e conflitos
Antes do sumiço, Silvana havia procurado o Conselho Tutelar para relatar divergências com o ex-companheiro sobre a alimentação do filho de 9 anos, que teria restrições alimentares. O pai não estaria respeitando orientações médicas. Essa denúncia teria agravado o relacionamento conflituoso entre os dois, segundo relatos de familiares e documentos policiais.
O menino, fruto dessa relação, está atualmente sob os cuidados da avó materna. A Polícia Civil colheu material genético do filho e da mãe de Cristiano para comparação com os vestígios de sangue encontrados na residência de Silvana.
Expectativa por mais respostas
Apesar dos indícios e da prisão do suspeito, o paradeiro de Silvana e de seus pais ainda é desconhecido. As autoridades não descartam as hipóteses de feminicídio contra a mulher e de homicídio contra os dois idosos, mas também não há confirmação oficial de corpo ou local onde os desaparecidos possam estar.





