Miki vira o jogo, derruba cassação e ganha apoio de moradores da periferia - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Prefeito ganha apoio de moradores da periferia - Fotos: Roque Lopes/oreporter.net

Miki vira o jogo, derruba cassação e ganha apoio de moradores da periferia

Denúncia por 14 possíveis irregularidades político-administrativas foi recusada na Sessão da Câmara desta terça por 13 votos a dois

Cachoeirinha – O prefeito Miki Breier e o vice Maurício Medeiros estão livres de enfrentar uma comissão processante por possíveis irregularidades político-administrativas. Na noite desta terça-feira (22), por 13 votos a dois, os parlamentares recusaram a denúncia com 14 fatos apresentada pelo advogado Lucas Hanisch. Ela havia sido aceita no dia 30 de abril deste ano por 10 votos a quatro e a nova votação ocorreu por decisão judicial.

Como oreporter.net havia antecipado, o vereador Marco Barbosa, impedido de votar por decisão judicial – é cunhado do prefeito – foi substituído por João Tardeti, que havia deixado  cargo exclusivamente para esta Sessão com o retorno de Joaquim Fortunato. O secretário de Segurança e Mobilidade pedirá licença na próxima Sessão, retomando seu cargo no primeiro escalão de Miki e Tardeti reassumirá a vaga.

Substituído, Marco Barbosa deixou a Sessão e sua cadeira ficou vazia, já que o substituto, João Tardeti, sentou na cadeira de Jacqueline Ritter, que faltou

Na votação desta noite, a vereadora Jacqueline Ritter, que é oposicionista, não estava presente. Nos bastidores o comentário era de que a ausência seria proposital para evitar eventual punição do PSB. A assessoria se apressou em explicar que a parlamentar está com vômito e febre alta desde segunda-feira e na noite desta terça estava em observação no hospital Dom João Becker, em Gravataí.

Com a assistência praticamente lotada para acompanhar a votação a única surpresa ficou por conta da mudança de votos de oposicionistas e de uma manifestação de moradores da Vila da Paz, Jardim Conquista e Jardim Vitória. Nos cartazes, críticas aos vereadores da oposição e um pedido: “Deixa o prefeito ‘trabalha’”.

Vereadores oposicionistas são criticados

“A gente quer a união deles (vereadores). Estão atrapalhando o prefeito em vez de pensar no povo que elegeu eles”, disse o secretário da Associação de Moradores da Vila da Paz, José Francisco Soares da Silva, que não escondeu ser pré-candidato a vereador.

Somente dois votos foram favoráveis

No início da Sessão, o advogado Cláudio Ávila, responsável pela reversão da abertura do processo de cassação na Justiça, acompanhou as primeiras manifestações dos parlamentares. Já o autor da denúncia, Lucas Hanisch, não apareceu.

Somente dois vereadores mantiveram seus votos pela aceitação da denúncia. Rubens Otávio admitiu que algumas das 14 possíveis irregularidades não tinham fundamentação, mas frisou que outras possuíam “substância importante de averiguação”. Já Alcides Gattini destacou que “é dever de qualquer vereador investigar” denúncias que surgem. “Vai ficar sempre na interrogação (se Miki e Maurício cometaram alguma irregularidade)”

Seis vereadores mudaram o voto

Os vereadores das bancadas do PDT, Republicanos, antigo PRB, e PTB mudaram seus votos, além de Ibaru Rodrigues, que é do PSB, partido do prefeito. Manoel D`Ávila, líder da bancada, falou em nome de todos: “Tivemos a hombridade de reconhecer que essa denúncia entrou de forma grosseira.”

Eduardo Keller, que é oposicionista, e Edison Cordeiro, que tem votado mais a favor do Governo, ambos do Republicanos, não justificaram a mudança de voto. O mesmo fez Nelson Martini, do PTB.

Já Ibaru Rodrigues usou a Tribuna para dizer que estava se sentindo coagido porque o PSB havia cobrado ele, Jacqueline Ritter e Marco Barbosa, todos do mesmo partido, por ter votado contra o Governo. Todos estão respondendo processo no Conselho de Ética e Fidelidade do partido.

“O Governo não precisava usar de todas as manobras. Houve até um galetinho para treinarem o negócio”, disse se referindo a uma reunião do prefeito e vice com a base de apoio. O vereador Luis Henrique Tino retrucou: “Quantas reuniões tiveram antes quando essa denúncia entrou?”, questionou salientando que o autor da denúncia não estava presente na Sessão. “Parece que outras pessoas usaram ele de laranja”, suspeitou.

Com a recusa da denúncia o episódio da tentativa de cassação foi encerrado. Nesta terça-feira, a Ordem do Dia abordou apenas esse tema e os demais projetos serão votados na próxima semana, já que a Sessão Extraordinária que poderia ser realizada na próxima quinta-feira não foi convocada pelo presidente por não haver nenhum projeto com prazo se esgotando.

Como ficou a nova votação

Favoráveis pela aceitação da denúncia

  • Rubens Otávio
  • Alcides Gattini

Contrários a aceitação da denúncia

  • Joaquim Fortunato
  • João Tardeti
  • Manoel D’Ávila
  • Paulinho da Farmácia
  • Edison Cordeiro
  • Eduardo Keller
  • Nelson Martini
  • Jussara Caçapava
  • Cristian Wasem
  • Luis Henrique Tino
  • Deoclécio Mello
  • Felisberto Xavier
  • Ibaru Rodrigues

Não votaram

  • Fernando Medeiros – é o presidente e só votaria em caso de empate
  • Jacqueline Ritter – não compareceu por motivo de saúde, segundo sua assessoria

Atualizada – 22/10/2019 – 22h33min – a assessoria da vereadora Jacqueline Ritter entrou em contato com a reportagem para dizer que ela está com febre alta e vômito e não diarreia como publicado.

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