COVID

Miki diz a empresários que vai liberar eventos, com restrições

Comissão representando empresários do setor se reuniu na manhã desta quinta com o prefeito para fazer reivindicações

Cachoeirinha – O prefeito Miki Breier anunciou na manhã desta quinta-feira (15) que vai liberar a realização de eventos em Cachoeirinha, mas com restrições seguindo regras de segurança sanitária para minimizar os riscos de propagação do novo coronavírus. Miki recebeu em seu gabinete uma comissão representativa de empresários do setor, que na quarta-feira (14) realizaram uma carreata e manifestação em frente da Prefeitura.

Eles apresentaram um documento com as reivindicações para as necessidades de casas de eventos e festas infantis e ainda um protocolo rígido de segurança a ser cumprido. Todos as pessoas de uma festa de aniversário, casamento e formatura, entre outras, serão identificadas e informarão seus números de telefones para o caso de ser necessário localizá-los posteriormente.

Dentro dos salões, as pessoas poderão circular somente de máscara. As mesas serão dispostas a uma distância segura e havendo música para dançar, as pessoas deverão permanecer na volta da mesa, não sendo permitido aglomeração. Crianças não poderão ser pegas no colo por pessoas que não sejam do seu convívio em casa. O uso de brinquedos, no caso de festas infantis, também passará por controle para evitar que crianças tenham contato umas com as outras.

Além da reabertura, empresários pediram isenção de IPTU deste ano e do ano que vem, bem como isenção da taxa de alvará de 2021 e prorrogação em um ano do prazo de validade dos PPCIs. O setor alega que está há sete meses sem poder operar e que a retomada implicará em uma demora para a realização de festas, que dependem de planejamento. Os empresários relataram ainda que eventos programados para este ano foram transferidos para 2021 e isto implicará em menos dias disponíveis para novas contratações, o que impacta na receita.

Eles argumentaram que as festas continuam acontecendo em Cachoeirinha, mas em residências e sem nenhum controle sanitário. Sem salões poderem abrir, as confraternizações de aniversário, por exemplo, passaram a acontecer nas casas dos aniversariantes chegando a reunir até 50 pessoas. Empresários do setor alugam materiais e fornecem salgadinhos e doces. Esta receita, no entanto, é insuficiente para manter o negócio.

Miki agradeceu a “forma respeitosa” com que os empresários encaminharam a negociação e prometeu analisar os pedidos com base em pareceres da Procuradoria-Geral do Município, já que alguns pedidos dependem de questões legais. Sobre a liberação das atividades, ele disse que também veria com a PGM, mas que o decreto deveria ser publicado nesta quinta se houvesse tempo hábil.

Um decreto estadual cria dificuldades para a liberação das atividades. O governador Eduardo Leite condicionou a liberação de eventos para municípios com 14 dias na bandeira laranja, caso de Cachoeirinha, ao retorno às aulas. Miki proibiu as atividades em escolas da rede municipal e estadual até o final do ano. Como resolver esta questão é o que está sendo visto pela PGM.

Empresária relata o momento difícil

A empresária Fernanda Roque, 39 anos, proprietária há oito anos de um salão de festas e eventos, revela que nestes sete meses sem poder operar conseguiu manter os funcionários se socorrendo das medidas anunciadas pelo Governo Federal.

“Não é só a casa de festas que está parada. São os garçons, a recepcionistas, os seguranças, as cozinheiras, copeiras, os recreacionistas e fornecedores diversos. Esta nossa atividade envolve muita gente. Não é só a casa de festa. Temos ainda o pessoal que trabalha como fotógrafo e quem produz os personalizados. São muitas pessoas”, afirma.

Fernanda destaca que só não passou por dificuldades mais severas porque o marido tem um emprego. Ela, contudo, ressalta que muitos negócios envolvem famílias que dependem das festas para tirarem seus sustentos. “Muitos colegas aqui em Cachoeirinha fecharam. O nosso negócio demanda espaços grandes. São salões que têm um custo alto de aluguel e todas as demais despesas envolvidas. Sem poderemos retomar as atividades vai ficar muito difícil sobreviver”, afirmou.

*Colaborou, Rodrigo Alves

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