Meu Rincão cansa de promessas e prefeitura anuncia força-tarefa – oreporter.net – Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Meu Rincão - Foto: PMC/Divulgação/Arquivo

Meu Rincão cansa de promessas e prefeitura anuncia força-tarefa

Moradores estão descontentes com as medidas que vêm sendo tomadas porque elas não resolvem o problema

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Cachoeirinha – Moradores do Meu Rincão, no limite entre Cachoeirinha e Canoas, cansaram das promessas da prefeitura para uma solução que acabem com as enchentes. Desde julho, quando iniciou o período de chuvas mais intensas e frequentas, dezenas de famílias já tiveram que deixar suas casas seis vezes. O que chama a atenção no bairro, conforme o segundo secretário da Associação de Moradores, Carlos Fortes, é que os alagamentos passaram a ser mais frequentes.

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“Eu já sugeri para a prefeitura usar um drone durante uma enchente para descobrir onde a água está representado. Moradores mais antigos relatam que não era assim. Hoje, bastam uns três dias de chuva mais forte para a água invadir as casas”, comenta Fortes, que tem um terreno no bairro há 30 anos e mora nele há 11 anos. Segundo ele, a prefeitura de Cachoeirinha vem adotando somente medidas paliativas e quando dá enchente.

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“Nós estamos meio abandonados. Eles sequer colocam um caminhão de brita nas ruas até para que eles possam entrar aqui e ajudar as famílias”, salienta. Fortes é autor de um vídeo que circulou por redes sociais no qual o prefeito Cristian Wasem fica incomodado com os questionamentos sobre o que pretende fazer para solucionar o problema no bairro. “Ele esteve aqui segunda (13) para gravar vídeo. Ano que vem tem eleição e talvez seja para usar na campanha. Não faltei com a educação com o prefeito, apenas cobrei respostas para os nossos problemas”, enfatiza, salientando que a Defesa Civil tem realizado um trabalho exemplar. “O trabalho é muito bom, mas isso não basta. Queremos o fim das enchentes.”

O coordenador da Defesa Civil, Vanderlei Marcos, anunciou na manhã desta quinta-feira (16) à reportagem a criação de uma força-tarefa. A ideia é reunir representantes das secretárias da Habitação, Planejamento, Meio Ambiente e Guarda Municipal, além do Ministério Público. “Precisamos de um estudo mais aprofundado do bairro para traçarmos um plano de ação que resolva em definitivo o problema que vem castigando as famílias. O caso do bairro é complexo e os moradores precisam entender que não temos como fazer isso da noite para o dia. Vai levar um tempo, mas estamos trabalhando”, destaca.

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Segundo Vanderlei, a limpeza de arroios, em especial o Sapucaia, poderá resolver boa parte do problema. A prefeitura está preparando a licitação para contratação de maquinário para o serviço. “Nós tínhamos a intenção de fazer a contratação com dispensa de licitação pelo decreto de calamidade, mas a Controladoria Interna recomendou que não fosse feito dessa forma. Então, agora estamos aguardando a licitação que deverá sair nos próximos dias”, revela.

O coordenador da Defesa Civil aponta que os próprios moradores acabaram criando situações que contribuíram para o aumento das enchentes. É o caso de aterros irregulares, inclusive em área que pode ser de preservação permanente. “Nós interditamos uma área essa semana que estava recebendo aterro e entulho próximo do arroio”, conta.

Ocupações irregulares e aterros acabam, conforme Vanderlei, agravando o problema de todos os moradores. Outra questão é que há construções a menos de 15 metros da margem do arroio, o que não é permitido pela legislação. “As máquinas da prefeitura sequer podem entrar para fazer a limpeza”, afirma. Para o secretário da associação, isso vem acontecendo porque a prefeitura não dá assistência ao bairro e sequer faz uma fiscalização para evitar que irregularidades sejam cometidas.

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