Menina de 12 anos é raptada em Cachoeirinha e estuprada em Gravataí
A vítima relatou ter sido abordada e raptada por um homem, que a levou até uma área de mata nas proximidades do Cestto Atacadista, em Gravataí, onde teria sofrido violência sexual
Cachoeirinha – O caminho de volta para casa terminou em um episódio de violência para uma menina de 12 anos, na noite desta terça-feira (21), em Cachoeirinha. A vítima relatou ter sido abordada e raptada por um homem, que a levou até uma área de mata nas proximidades do Cestto Atacadista, em Gravataí, onde teria sofrido violência sexual.
Conforme o relato da vítima aos policiais militares do 26º Batalhão de Polícia Militar (26º BPM), ela retornava do Shopping do Vale para sua residência, no bairro Vila Vista Alegre, quando foi abordada. Ela teria sido levada até uma área de mata, onde o suspeito a teria obrigado a manter relação sexual. Depois de permanecer por algumas horas sob o controle do agressor, a adolescente foi liberada, já por volta das 2 horas da madrugada.
Ainda bastante assustada, a adolescente conseguiu buscar ajuda em uma funerária localizada na Avenida José Brambila, em Cachoeirinha. No local, ela foi acolhida pelos funcionários, que prestaram os primeiros atendimentos e acionaram a Brigada Militar. Ao chegarem ao endereço, os policiais realizaram o acolhimento inicial da vítima, acionaram a mãe da adolescente e o Conselho Tutelar, garantindo o acompanhamento durante todo o atendimento. Em seguida, a menina repassou aos agentes as características físicas e as vestimentas do suspeito. As informações foram imediatamente transmitidas via rádio às guarnições em serviço, que iniciaram as buscas pela região na tentativa de localizar o homem.
Poucos minutos após o alerta, o suspeito, que tem 34 anos, foi localizado pelos policiais na Avenida Marechal Rondon, em Gravataí. Durante a abordagem policial, ele admitiu a prática dos fatos, mas alegou que o ato teria ocorrido de forma consentida. Diante da idade da vítima e das circunstâncias relatadas, os policiais deram voz de prisão ao suspeito, que possui extensa lista de antecedentes criminais, incluindo roubo, furto, ameaça, lesão corporal e violência psicológica contra a mulher, entre outros registros, ressaltaram os policiais militares.
Segundo a Brigada Militar, a adolescente foi acompanhada pela mãe e pela conselheira tutelar de plantão durante todo o atendimento, desde o acolhimento até o registro da ocorrência, sendo adotadas todas as medidas legais cabíveis para a proteção da vítima.
“A Brigada Militar, por meio do 26º Batalhão de Polícia Militar, atua de forma permanente no combate aos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Intensificamos o patrulhamento ostensivo, as abordagens e as rondas em praças, parques, áreas de lazer e outros locais de maior circulação, além do trabalho de inteligência e da pronta resposta às denúncias. Nosso objetivo é prevenir esses crimes, identificar os responsáveis e garantir a segurança da comunidade.
Entretanto, a participação da família é indispensável nesse processo. Orientamos que pais e responsáveis acompanhem mais de perto a rotina de seus filhos, saibam onde eles estão, com quem convivem, mantenham contato frequente e conversem sobre os riscos a que podem estar expostos. Também é importante estabelecer horários para o retorno para casa e monitorar o uso das redes sociais e do telefone celular. A prevenção é um esforço conjunto entre as forças de segurança, a família e toda a sociedade.”, destacou o tenente-coronel Alexsandro Goi, comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar.
O suspeito e a adolescente, que estava acompanhada pela mãe e pelo Conselho Tutelar, foram conduzidos em viaturas separadas para a realização de exames médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Francisco de Medeiros. Em seguida, ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí, onde a ocorrência foi registrada e os procedimentos legais foram realizados. Não foi explicado porque a menina estava sozinha tarde da noite e com chuva sozinha na rua.
Nota Oficial do Conselho Tutelar
Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (23), o Conselho Tutelar de Cachoeirinha informou que acompanha o caso da adolescente vítima de sequestro e violência sexual e que a jovem recebe atendimento e medidas de proteção em conjunto com a rede de proteção. Confira a nota abaixo
“NOTA OFICIAL
O Conselho Tutelar de Cachoeirinha manifesta-se diante dos fatos envolvendo a adolescente vítima de sequestro e violência sexual.
Esclarecemos que a vítima possui uma família protetiva, que desde o primeiro momento tem prestado todo o apoio necessário. A adolescente e seus familiares estão recebendo o acompanhamento e as medidas de proteção cabíveis por parte do Conselho Tutelar de Cachoeirinha, em articulação com a rede de proteção.
Neste momento, a vítima e sua família já enfrentam profundo sofrimento em decorrência da violência vivenciada. Comentários julgadores, especulações ou questionamentos sobre o comportamento da adolescente ou acerca da atuação de sua responsável legal não contribuem para sua recuperação e podem intensificar ainda mais a dor causada por essa grave violação de direitos.
É fundamental compreender que, quando uma criança ou um adolescente é vítima de violência, toda a sociedade é atingida e possui responsabilidade na promoção de sua proteção. Nosso dever coletivo é acolher, proteger e fortalecer a vítima e sua família, jamais culpabilizá-las.
O Conselho Tutelar de Cachoeirinha solicita à comunidade, especialmente nas redes sociais, que interrompa a disseminação de comentários que promovam julgamentos ou revitimização, demonstrando empatia, respeito e solidariedade neste momento tão delicado para todo o núcleo familiar.
Reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, bem como com a proteção integral da vítima e o respeito à sua dignidade e privacidade.
Conselho Tutelar de Cachoeirinha.”
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