Mano do Parque protocola pedido de impeachment do prefeito Miki - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Mano do Parque - Foto: Reprodução TV Câmara

Mano do Parque protocola pedido de impeachment do prefeito Miki

Desta vez, denúncia foi protocolada pelo vereador Mano do Parque

Cachoeirinha – Um novo pedido de impeachment do prefeito Miki Breier foi protocolado na Câmara de Vereadores nesta sexta-feira (19). Desta vez o autor é o vereador Mano do Parque. A denúncia é praticamente a mesma da última redigida pelo advogado Adriano Luz, que havia sido apresentada um dia depois de o prefeito ter sido afastado do cargo por decisão judicial. De autoria da ex-vereadora Jacqueline Ritter, a peça não apresentava nenhuma prova e apenas indicava que elas poderiam ser solicitadas ao Ministério Público. A base governista acabou rejeitado o recebimento.

Neste novo pedido não há diferença quanto às provas. Elas não existem no documento. A única mudança está no fato de o Legislativo e vereadores oposicionistas já terem acesso à denúncia apresentada pelo Ministério Público e também a possíveis provas que colocam Miki no centro do escândalo de recebimento de propinas pagas por empresas terceirizadas da limpeza urbana. A denúncia sustenta que após a formação da Comissão Processante, no caso de o recebimento ser aprovado pela maioria, será possível requerer o compartilhamento das provas de forma oficial.

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O novo pedido de impeachment, o quarto que Miki sofre, sendo os dois últimos esse ano, foi a alternativa encontrada pela oposição já que a tentativa de abertura da CPI das Terceirizadas não avançou. O bloco de oposição possui apenas cinco vereadores e para a CPI ser aberta são necessárias seis assinaturas. Nenhum vereador da base se dispôs a colocar seu nome no requerimento.

Mano do Parque explica que decidiu pela apresentação por esse motivo e sustenta que vereadores governistas não podem mais alegar que não existem provas. Segundo ela, elas existem e todos os parlamentares já têm conhecimento.

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A base de sustentação do governo está sendo pressionada e há também um protesto marcado para a próxima terça-feira, dia da Sessão. Ele deveria ter acontecido esta semana, mas foi adiado e Marco Barbosa explicou que o motivo seria a possibilidade de chuva. Não caiu uma gota. A estratégia escolhida, embora ninguém confirme, é de que ativistas de redes sociais e militantes de partidos de oposição façam uma concentração na frente do Legislativo para pressionar vereadores aliados ao governo.

A presidência da Câmara já está avaliando a solicitação de apoio para as forças de segurança até mesmo para evitar a invasão do Plenário como já aconteceu. Um ativista, aos berros, fazia uma live e interrompeu uma votação. A Câmara tem realizado as Sessões no plenarinho e como não há espaço o acesso poderá ser restringido tendo em vista as necessidades dos cuidados contra o novo coronavírus.

Na votação do novo pedido de impeachment, três vereadores não poderão votar. Marco Barbosa, por ser cunhado do prefeito, está fora da votação. Mano do Parque, por ser o autor, também não vota. Já Gilson Stuart, por ter sido citado na Operação Proximidade, está impedido também. Na último pedido de impeachment ele chegou a votar e foi cogitada a possibilidade de ser ajuizada uma ação para anular a votação, o que não aconteceu.

O advogado André Lima, um dos que atua na defesa do prefeito Miki Breier, critica a nova denúncia: “As questões estão sob sigilo judicial, vigora no Brasil o princípio da presunção de inocência e o acusado provará sua inocência. Na verdade se trata de manifestação de um vereador exibicionista, querendo mídia a qualquer custo, e que até hoje não explicou sequer as contas da primeira fase da prestação de contas de campanha”, dispara.

Atualizada – 19/11/2021 – 15h12min

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