Limpeza do Rio Gravataí vai custar mais do que o projetado
Empresa ainda não conseguiu chegar no lixo retido pelas plantas aquáticas
Cachoeirinha – A limpeza do Rio Gravataí vai custar bem mais do que R$ 1.320.000,00 cobrado pela empresa FDM Engenharia para retirar o lixo acumulado em Cachoeirinha. Isto porque a prefeitura de Cachoeirinha terá que pagar pelo aterro sanitário. Hoje, está sendo necessário remover as plantas aquáticas, chamadas de macrófitas, para que as duas embarcações possam chegar até o local onde os detritos estão represados. O trabalho seguiu durante todo o carnaval.
As plantas aquáticas ajudaram a segurar o lixo, evitando que ele chegasse ao Guaíba. E isso não é de agora. Conforme o prefeito Cristian Wasem constatou, há muito material antigo que ficou preso nas raízes das plantas. Todo o lixo está sendo levado para um terreno em uma área da secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos, que foi preparado para esta finalidade com uma manta plástica para evitar a contaminação do solo.
Depois da secagem do material, ele será transportado para um aterro sanitário e essa despesa será custeada pela prefeitura de Cachoeirinha. Ainda não há uma estimativa do custo tendo em vista que não é possível saber quantas toneladas de material vegetal e lixo restarão após a secagem. Inicialmente, o lixo seria levado para o DMLU em Porto Alegre, onde seria feita uma separação do que fosse possível ser reciclado. O acordo, contudo, não avançou, e Cachoerinha ficou com toda a despesa.
O lixo que se acumulou no trecho do rio em Cachoeirinha é oriundo de todos os municípios por onde ele passa. Muito material é jogado diretamente pela população e outra parte chega pelos arroios. Quando a empresa que faz a limpeza conseguir chegar no bloco de lixo, mais acima, será instalada uma rede com cinco metros de profundidade para evitar que mais detritos se acumulem no local onde ela deve fazer a retirada com base no que foi contratado. A solução para o que ficar acumulado na rede, vinda de outros municípios, terá que ser negociada, assim como um rateio das despesas atuais que Cachoeirinha está fazendo.
Wasem revelou nesta terça-feira (22) que irá propor a criação do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, o Pró-Gravataí, seguindo o modelo existente no Vale dos Sinos. O consórcio terá como objetivo um debate entre os nove municípios que integram a bacia de medidas educativas e ações para a despoluição do rio, que hoje é considerado o quinto mais poluído do Brasil com base em indicadores de desenvolvimento sustentável do IBGE.

