“Liberar bebidas nos estádios é um retrocesso”, afirma Miki - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Miki Breier: Foto: reprodução/arquivo

“Liberar bebidas nos estádios é um retrocesso”, afirma Miki

Projeto do partido Novo a ser apresentado na Assembleia na próxima semana reacende o debate

A bancada do Novo na Assembleia Legislativa vai reacender o debate sobre a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, proibida desde 2008. O prefeito de Cachoeirinha, Miki Brier, então deputado, foi o autor da lei que baniu a cerveja dos estádios de futebol. “Já tivemos outros debates e prevaleceu a continuidade da proibição. Liberar a venda seria um retrocesso”, afirma Miki. Para ele, basta ouvir as autoridades de segurança para fica evidenciado que a medida só trouxe benefícios.

No final do governo de Ivo Sartori, a Assembleia chegou a aprovar projeto liberando a venda e consumo e coube ao governador eleito, Eduardo Leite, decidir de promulgava ou vetava. Ele optou pelo veto, mantido pelos deputados. Na época, vários argumentos pesaram a favor da lei de Miki Breier. Entre eles o de que estudos comprovariam que a ingestão de bebidas alcoólicas potencializa o comportamento agressivo das pessoas, podendo resultar em atos de violência.

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O comandante-geral da Brigada Militar na época, coronel Mário Ikeda, sustentava que, “desde a proibição da venda de bebidas nos estádios, houve significativa redução nas ocorrências durante os jogos”. O Ministério Público também se posicionou contrário à liberação não só pela possibilidade de mais ocorrências em termos de atos de violência, mas também por regras estabelecidas no Estatuto do Torcedor, de 2003. Ele impede os frequentadores dos estádios de “portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.

Na próxima terça-feira, o deputado Giuseppe Riesgo (NOVO) irá realizar o ato de protocolo do projeto que libera cerveja e vinho. “Iniciamos este debate em 2019 e desde então consolidamos um projeto que oferece uma solução séria. A proibição não tirou a bebida dos estádios, apenas jogou o problema para o lado de fora, onde a fiscalização é mais complicada. A nossa proposta devolve o poder de escolha para o consumidor e para os clubes com segurança”, pontua.

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