POLÍCIA

Lavagem de dinheiro: operação prende homem em Gravataí

Ação mobilizou 90 policiais civis e cumpriu 16 mandados no RS e SC

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Trampo, com o objetivo de desarticular um grupo investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ofensiva, coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí, mobilizou cerca de 90 policiais civis para o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

As ordens judiciais foram executadas nas cidades de Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Porto Alegre, Torres, Camboriú e Balneário Camboriú. Durante a ação, dois investigados foram presos em flagrante, um em Gravataí e outro em Balneário Camboriú, por posse de armas de fogo de calibre permitido.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava pessoas conhecidas como “laranjas” para ocultar a origem de recursos obtidos em crimes patrimoniais, principalmente furtos mediante fraude eletrônica e estelionatos. Os investigados recrutavam essas pessoas para abrir contas bancárias e disponibilizar seus dados aos integrantes da organização, permitindo a movimentação dos valores e dificultando a identificação dos beneficiários finais.

Conforme a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, os chamados “laranjas” recebiam cerca de 5% do valor movimentado em suas contas. Além de emprestar os dados bancários, eles eram responsáveis por sacar dinheiro e efetuar pagamentos de boletos destinados aos integrantes da organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, os próprios investigados chamavam o esquema de “Trampo”, nome que deu origem à operação. A apuração aponta que o recrutamento de “laranjas” ocorria principalmente nas cidades de Gravataí, Porto Alegre e Alvorada, formando uma estrutura destinada à movimentação de recursos provenientes de crimes praticados contra vítimas em diferentes estados do país.

Durante a investigação, os policiais apreenderam 27 cartões bancários registrados em nome de “laranjas”, além de aparelhos celulares que serão submetidos à análise pericial para aprofundar a identificação dos envolvidos e rastrear a movimentação financeira da organização.

A investigação também identificou vítimas dos estelionatos em diferentes unidades da federação. Em um dos casos, uma moradora do Distrito Federal teve R$ 136 mil retirados diretamente de sua conta bancária por meio de fraude. Em outra ocorrência, também envolvendo uma vítima do Distrito Federal, R$ 98 mil foram entregues aos investigados sob a promessa de investimento financeiro, mas o valor foi desviado pelo grupo.

Até o momento, o inquérito policial identificou pelo menos 25 suspeitos envolvidos na estrutura criminosa. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes, esclarecer a atuação das diferentes células da organização e reunir novas provas relacionadas aos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, estelionato e furto mediante fraude eletrônica.

Artigos relacionados

error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.