Justiça torna réus acusados da morte da família Aguiar
O Ministério Público também requereu a perda do cargo público e a incapacidade para o exercício do poder familiar do PM

A Justiça tornou réu, nesta segunda-feira (4), o homem apontado como responsável pelo desaparecimento e pela morte de três pessoas da mesma família, ocorridos no início deste ano, em Cachoeirinha. O policial militar Cristiano Domingues está preso.
As vítimas são a ex-companheira do principal acusado, Silvana Germann de Aguiar, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar. Os três desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro deste ano. O Juiz de Direito Márcio Luciano Rossi Barbieri Homem, da 1ª Vara Criminal, também aceitou a denúncia contra a atual companheira do principal suspeito e o irmão dele.
O ex-companheiro de Silvana responde por dois feminicídios (Silvana e Dalmira), um homicídio qualificado (Isail), ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público também requereu a perda do cargo público e a incapacidade para o exercício do poder familiar.
A companheira dele é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho, em razão do planejamento dos crimes, da criação de álibis e da manipulação de provas. Já o terceiro réu responde por ocultação de cadáveres, fraude processual e associação criminosa.
Segundo o MP, a motivação dos crimes estaria relacionada a conflitos envolvendo a guarda e a convivência do filho de Silvana com o ex-companheiro, além do inconformismo com os limites impostos pela vítima. O processo tramita em segredo de justiça.
Denunciados pelo MP
- Cristiano Domingues – Policial militar: denunciado por dois feminicídios (Silvana e Dalmira), um homicídio qualificado (Isail), três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O MPRS requereu a perda do cargo público e a incapacidade para o exercício do poder familiar.
- Milena Ruppental Domingues – Atual esposa do PM: denunciada por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho, em razão do planejamento dos crimes, da criação de álibis e da manipulação de provas. Ela teria tido participação intelectual e organizacional no crime.
- Wagner Domingues Francisco – Irmão do PM: denunciado por três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por auxiliar na ocultação dos corpos e atuar para dificultar o esclarecimento dos fatos.
LEIA MAIS
MP denuncia três pessoas pela morte da família Aguiar





