Jovens com ensino médio dominam os 971 novos empregos criados por Gravataí no trimestre
Setores de serviços e indústria lideram a criação de novos postos de trabalho com carteira assinada

Gravataí – Gravataí encerrou o primeiro trimestre de 2026 com saldo positivo de 971 empregos com carteira assinada, conforme dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre janeiro e março, o município registrou 9.494 admissões e 8.523 desligamentos, consolidando um cenário de crescimento puxado principalmente pelos setores da indústria e dos serviços.
O perfil das vagas criadas mostra forte concentração entre trabalhadores jovens e com ensino médio completo. A faixa etária de 18 a 24 anos liderou amplamente a geração de empregos, com saldo de 504 vagas, o equivalente a mais da metade de todos os postos criados no período.
Na sequência aparecem os trabalhadores de até 17 anos, com saldo positivo de 235 vagas, indicando forte participação de jovens ingressando no mercado formal, especialmente em programas de aprendizagem e primeiros empregos.
Já entre os níveis de escolaridade, o destaque absoluto foi para profissionais com ensino médio completo, responsáveis por saldo de 818 vagas. O dado demonstra que o mercado local vem absorvendo principalmente trabalhadores com qualificação intermediária, voltados para funções operacionais, comércio, indústria e serviços.
Os homens ocuparam a maior parte das novas vagas, com saldo de 525 empregos, enquanto as mulheres registraram saldo positivo de 446 postos formais.
Indústria e serviços lideram geração de vagas
O setor de serviços foi o principal responsável pela abertura de empregos em Gravataí, com saldo de 508 vagas no trimestre. Logo atrás aparece a indústria, com 482 novos postos de trabalho.
O comércio teve resultado negativo, fechando o período com saldo de menos 45 vagas, enquanto a construção civil abriu 22 empregos e a agropecuária teve saldo positivo de quatro vagas.
Os dados também revelam que as ocupações ligadas à produção industrial tiveram forte participação na geração de empregos. O grupo de “trabalhadores da produção de bens e serviços industriais” liderou com saldo de 441 vagas.
Já os “trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados” registraram saldo positivo de 306 empregos, reforçando a expansão das atividades de atendimento e prestação de serviços na cidade.
Outro destaque foi o grupo dos trabalhadores de serviços administrativos, com saldo de 173 vagas.
Mercado absorve mão de obra jovem
Os números do Novo Caged apontam ainda para um mercado aquecido para trabalhadores em início de carreira. Além do forte saldo entre jovens de 18 a 24 anos, a faixa de 30 a 39 anos também apresentou desempenho positivo, com saldo de 90 vagas.
As faixas etárias acima dos 40 anos tiveram crescimento mais moderado, enquanto o grupo com 65 anos ou mais apresentou saldo negativo de 10 empregos.
O tempo médio de permanência no emprego entre os desligados ficou em 17,7 meses, indicando rotatividade relativamente elevada em parte dos setores que mais contrataram durante o trimestre.






