GRAVATAÍ

Joana, aos cinco anos, ajudou equipe do Becker a salvar a vida do pai

Ao sair de moto rumo a Gravataí, ele perdeu o controle com a explosão do pneu traseiro, colidindo contra o guard rail e foi levado ao Dom João Becker

Gravataí – Um acidente grave na Freeway mudou a rotina de Bruno Delly, morador de Canoas, há pouco mais de 30 dias. Ao sair de moto rumo a Gravataí, ele sofreu a explosão do pneu traseiro, colidindo contra o guard rail e chegando em estado crítico ao Hospital Dom João Becker, em Gravataí.

Bruno apresentava politrauma com instabilidade hemodinâmica e risco de choque hemorrágico, exigindo ação imediata da equipe de enfermagem e médicos. “Sem dúvida, houve risco de vida no momento da admissão. A prioridade foi controlar a hemorragia e iniciar intervenções cirúrgicas para estabilizar o paciente”, afirma a supervisora de enfermagem Nicole Hertzog. Com reposição sanguínea, medicação e primeiros procedimentos cirúrgicos, o quadro de Bruno começou a se estabilizar.

Os primeiros dias na UTI foram de apreensão para a família. A esposa, Juliane, relatou a tensão: “Ele chegou correndo grande risco, mas com a melhora diária, sentimos alívio e esperança. Cada dia melhor representa um passo importante na recuperação.” Atualmente, Bruno segue na Unidade de Internação e ainda passará por procedimentos para correção das fraturas antes da alta hospitalar.

Psicologia e vínculo familiar na recuperação

Além dos cuidados médicos, o aspecto emocional foi determinante. Bruno sentia falta da filha Joana, de cinco anos, e isso impactava sua força para enfrentar a situação. A enfermeira Pâmela Duarte organizou uma visita surpresa da criança, respeitando o protocolo hospitalar para menores de 12 anos.

“O cuidado humanizado envolve acolhimento, vínculo e suporte emocional. Trazer a Joana ao pai fortaleceu o tratamento de forma única”, destaca Nicole Hertzog. Ao se deparar com a filha, Bruno se emocionou: “Foi um mix de sentimentos! Sentir a presença dela me deu força para seguir consciente e enfrentar a situação.”

Amor como parte do tratamento

Bruno elogia o trabalho das equipes de emergência, UTI e internação, além do apoio de enfermeiros, médicos e funcionários da nutrição e limpeza. “Foram dias de tratamento e também de amizade, risadas e apoio. Nunca vou esquecer essa experiência.”

O paciente agora conta os dias para retornar ao lar e retomar momentos simples com a família. “Meu primeiro desejo é ficar abraçado com minha filha e passar tempo com minha esposa. Joana, mesmo sem saber, foi parte essencial da minha recuperação. Amor também é remédio!”, conclui.

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