Hospital não fecha, mas contrato da estrutura está indefinido - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Hospital de campanha - Foto: Paulo Bressan/Especial/Arquivo/oreporter.net

Hospital não fecha, mas contrato da estrutura está indefinido

Renovação, conforme informações prestadas pela prefeitura em esclarecimento enviado ao Tribunal de Contas do Estado, custaria R$ 566,6 mil. O contrato, contudo, pode não ser renovado

Cachoeirinha – A Prefeitura ainda não assinou o contrato de renovação da estrutura do hospital de campanha com o Instituto Salva Saúde, apesar de ter prestado esclarecimentos no processo que apura possíveis irregularidades informando que a prorrogação custaria R$ 566,6 mil e ter anexado cópias de toda a documentação. O secretário interino da Saúde, Lisandro Zwiernik, explicou à reportagem na manhã deste sábado (1) que no decorrer da semana será decidido como esta questão legal será resolvida.

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A Prefeitura, conforme Zwiernik, está avaliando a contratação das divisórias, geradores e outros equipamentos diretamente com os fornecedores do Instituto Salva Saúde. Sendo possível, não será necessária a utilização da empresa como gestora intermediária. Independentemente do modelo de contratação a ser utilizado, o funcionamento do hospital não será afetado e ele continuará aberto.

No TCE, conforme a reportagem apurou, a transformação da estrutura em um centro Covid foi sugerida pelo Instituto Salva Saúde. O advogado Nilton Borges Furtado Júnior, procurador do presidente da empresa, Jan Christoph da Silva, juntou esclarecimentos no processo sustentando que a centralização do atendimento no Ginásio da Fátima permitiria um melhor aproveitamento das instalações.

A readequação realizada

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O hospital de campanha entrou em funcionamento às 19 horas desta sexta-feira (31) depois de ficar fechado desde o último sábado para uma readequação. Foram criadas duas alas. A primeira é o Pronto Atendimento (PA) com 13 leitos equipados com oxigênio e 16 camas auxiliares.

No PA também está instalado o raio-x. O equipamento é fundamental para casos nos quais o paciente apresente febre e dificuldade respiratória, pois o médico poderá entrar com um tratamento mais adequado antes de o quadro se agravar. Já a área de internação possui 12 leitos, sendo oito deles de UTI e, portanto, com respiradores. Há ainda 15 camas auxiliares.

Todo o espaço ganhou uma cobertura. Antes, por ter um espaço maior, a temperatura baixava muito já que o pé direito de um ginásio é muito alto. A lona, apoiada sobre uma estrutura de madeira, também impede que gotas de água, resultado da condensação que ocorre mediante certas condições climáticas, caiam sobre as camas.

O secretário interino da Saúde explica que as pessoas devem procurar, preferencialmente, o hospital de campanha caso tenham sintomas gripais salientando que o atendimento será muito mais rápido pois o local está preparado para o atendimento exclusivo da Covid.

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