Hospital de campanha recebe dois respiradores modernos - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Hospital de campanha - Foto: Paulo Bressan/Especial/Arquivo/oreporter.net

Hospital de campanha recebe dois respiradores modernos

Equipamentos foram enviados pelo Ministério da Saúde atendendo pedido formulado pela secretaria municipal da Saúde

Cachoeirinha – O hospital de campanha no Ginásio da Fátima recebeu esta semana dois ventiladores pulmonares, popularmente chamados de respiradores. Os equipamentos foram enviados pelo Ministério da Saúde atendendo pedido formulado pela secretária municipal da Saúde. Eles são novos, ao contrário dos oito existentes no hospital de campanha que foram implantados conforme previsto na legislação federal que regula ações para o enfrentamento do novo coronavírus, permitindo a aquisição de equipamentos usados.

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Os oito respiradores foram fornecidos pelo Instituto Salva Saúde em um contrato no qual ele fornece os equipamentos e garante a manutenção. No final do contrato de seis meses, todos ficam de posse da Prefeitura. Dois deles, conforme o secretário municipal da Saúde, Juliano Paz, apresentaram defeito.

Notificada, a empresa demorou para providenciar o conserto. Até o momento ela apenas fez o recolhimento dos ventiladores e ainda não fez a devolução deles funcionando. Paz explica que todas as medidas administrativas estão sendo tomadas contra a empresa inclusive o ressarcimento de valores correspondentes aos dias em que os respiradores ficaram fora de condições de uso.

O secretário destaca que para a população não chegou a acontecer nenhum prejuízo, porque nunca todas as UTIs estiveram ocupadas com pacientes precisando do auxílio da ventilação mecânica. Os dois novos respiradores do Ministério da Saúde não vieram com os demais equipamentos necessários para serem utilizados em uma UTI, mas a compra já está sendo providenciada através de pregão eletrônico.

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Outro problema no hospital de campanha também está sendo tratado pelo secretário e diz respeito a ausência de médicos. A empresa anterior responsável pelo fornecimento da mão e obra, a XP3, teve o contrato rescindido e uma nova foi contratada. Há poucos dias, um plantão ficou com a equipe pela metade. O único médico que compareceu ficou atendendo pacientes internados e o atendimento para novos ficou comprometido.

Conforme Paz, o problema aconteceu em um turno de trabalho. A empresa foi notificada e para resolver o problema no dia a secretaria convocou um médico concursado que teria se negado em prestar o serviço. “Tomamos todas as medidas administrativas com relação a esses problemas”, afirma, salientando que no caso da empresa ela foi notificada e cobrada para notificar os médicos.

Segundo o secretário, em um plantão médicos saíram mais cedo e os que deveriam substituí-los chegaram atrasados. “Não podemos admitir isso e se voltar a acontecer problemas de falta de médicos, saídas antes do horário ou atrasos injustificados, vamos tomar, além das sanções administrativas previstas no contrato, medidas criminais”, ressalta.

Na próxima segunda-feira, integrantes da CPI que investiga possíveis irregularidades nos procedimentos de implantação do hospital de campanha, farão uma visita na estrutura. O Instituto Salva Saúde foi o responsável pela montagem e recebeu, de forma antecipada, R$ 696 mil.

Conforme o Tribunal de Contas do Estado (TCE), não havia sequer um contrato entre a prefeitura e o instituto. Apesar de ter informado ao TCE que renovaria o contrato por mais 90 dias ao custo de R$ 566,6 mil, já descontado R$ 129,3 mil relativo a serviços e equipamentos adquiridos, como as camas, ela não aconteceu.

A empresa, na verdade, conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura, cobrou R$ 711 mil por mais 90 dias, o que não foi aceito. Após nova pesquisa de preços, a secretaria municipal de Saúde contratou três empresas para a manutenção da estrutura e para fornecimento de climatizadores e de geradores, ao custo valor global de R$ 403 mil pelo prazo de 90 dias. Além desta nova contratação, a estrutura do hospital de campanha foi reformulada e passou a ser um centro de atendimento de casos relacionados a síndromes gripais e Covid-19.

No episódio dos apontamentos do Tribunal de Contas, o então secretário da Saúde, Diego Matielo, foi o mais citado no relatório por várias possíveis irregularidades. Ele pediu demissão do cargo, mas foi nomeado para outro. Uma sindicância foi aberta para apurar a responsabilidade de todos os envolvidos nas possíveis irregularidades, todas relacionadas a aspectos administrativos. O TCE não encontrou nenhum indício de desvio de recursos públicos.

A Delegacia de Combate à Corrupção, ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) também está investigando o caso e a Câmara de Vereadores já respondeu ofício enviando toda a documentação que tinha sobre a contratação. A Prefeitura, depois dos apontamentos, reuniu toda a documentação e apresentou ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para demonstrar que lisura no processo e correção dos erros administrativos apontados.

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