Gravataí promove evento de inclusão “Entre Laços”
Ação ocorreu na Câmara de Vereadores e reuniu diversas atrações, com o projeto Música na Escola e atividades lúdicas e recreativas

Gravataí – A Prefeitura de Gravataí realizou, na sexta-feira (26), o evento “Entre Laços: Conexões de Amor e Inclusão”, voltado à mobilização social, conscientização e reflexão sobre os direitos das pessoas com deficiência. A ação ocorreu na Câmara de Vereadores e reuniu atividades culturais, recreativas e de musicoterapia, com destaque para o projeto Música na Escola.
Organizado pela Assessoria de Políticas Públicas das Pessoas com Deficiência, vinculada à Secretaria Municipal da Mulher e Direitos Humanos (SMDH), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (SMC), o encontro teve como objetivo fomentar a acessibilidade e promover a participação ativa da comunidade. A programação contou com a Escola Raízes de Capoeira Angola, o bate-papo “Papo de mãe”, com Paty Braga, e apresentações musicais.
A secretária da SMDH, Analu Sônego, destacou que o evento representa um espaço de aprendizado e mobilização. “Mais do que um encontro cultural, é um momento para refletirmos sobre políticas públicas e inclusão social”, afirmou.
A responsável pela Assessoria de Políticas Públicas das Pessoas com Deficiência, Cátia Santana, reforçou o propósito da iniciativa. “Pensamos esse evento como mais um espaço para avançarmos em direitos humanos e construirmos uma sociedade mais inclusiva”, disse. Informações sobre a assessoria podem ser obtidas pelo telefone (51) 3600-7059 ou pelo e-mail [email protected].
Para o secretário de Cultura, Patrick Silva, a pauta da inclusão social deve ser tratada como prioridade. “O combate ao preconceito e à discriminação precisa ser constante. O governo municipal tem abraçado essa causa, e eventos como esse reforçam a importância do tema”, ressaltou.
A vereadora Anna Beatriz, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Inclusão Social, avaliou que o encontro contribui para o avanço das políticas inclusivas. “Hoje o plenário da Câmara foi um espaço de diálogo e troca de experiências entre famílias atípicas, um encontro necessário e enriquecedor”, declarou.
Entre as atividades, a palestra “Mais do que diagnóstico: reconhecendo a pessoa por trás da deficiência intelectual”, ministrada pela pedagoga e psicopedagoga Graziela Muller Lima, abordou desafios enfrentados pelas famílias, como acesso a terapias, barreiras no ambiente escolar e sobrecarga dos cuidadores. A palestrante ressaltou a importância de uma rede de apoio e da formação contínua de profissionais da saúde e da educação.
“A deficiência intelectual é caracterizada por limitações no funcionamento intelectual e nas habilidades adaptativas, geralmente com início antes dos 18 anos. O diagnóstico é fundamental, mas deve ser entendido como ponto de partida, pois permite planejar apoios e intervenções. Essa é uma luta coletiva”, afirmou Graziela.






