GRAVATAÍ

Gravataí lidera queda na gravidez na adolescência entre grandes cidades

Ações desenvolvidas têm se estruturado em torno da Estratégia de Planejamento Sexual e Reprodutivo, que contempla a oferta de métodos disponíveis para prevenção da gravidez

Gravataí – A prefeitura de Gravataí tem implementado, ao longo dos anos, diversas políticas públicas voltadas à saúde da mulher, o que tem gerado resultados importantes para o município. Um deles é o recente indicador que aponta que Gravataí atingiu a menor taxa de gravidez (5,25%) na adolescência entre as dez maiores cidades do Rio Grande do Sul, com dados de janeiro a junho deste ano. A tendência de queda é observada desde 2016, quando a proporção de gravidez na adolescência era de 13,65%. 

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“Esses resultados comprovam que a rede municipal de saúde tem avançado na qualificação da saúde da mulher, oferecendo acesso e métodos contraceptivos para aquelas que desejam prevenir uma gravidez não planejada, o que também envolve todo um planejamento a longo prazo”, destaca o secretário municipal da Saúde, Régis Fonseca.

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Os dados podem ser consultados em portal disponibilizado do governo do Rio Grande do Sul, que podem ser acessados aqui. Os números englobam adolescentes e jovens dos 10 aos 19 anos. Ao longo dos anos, as ações desenvolvidas em Gravataí têm se estruturado em torno da Estratégia de Planejamento Sexual e Reprodutivo, de 2022, que contempla a oferta de todos os métodos contraceptivos disponíveis para a prevenção da gravidez. Além disso, atividades realizadas nas unidades de saúde, em espaços coletivos e nos programas de Saúde na Escola têm contribuído para fortalecer a cultura, o diálogo e a compreensão da população sobre o tema.

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Redução consistente nos índices

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Gravataí registra, desde 2016, números consistentes de redução nos índices de gravidez na adolescência. Em 2016, a taxa era de 13,65% sobre o total de nascimentos. Nos anos seguintes, os índices diminuíram ano a ano: 11,56% (2017), 12,16% (2018), 11,08% (2019), 10,55% (2020), 9,23% (2021), 8,57% (2022), 7,11% (2023), 6,03% (2024), 5,94% (2025) e 5,25% (em 2026, até o momento).

Métodos disponíveis na rede

Na rede pública de saúde, existem diferentes métodos contraceptivos oferecidos às usuárias e usuários:

  • Entre os métodos de barreira, estão o preservativo masculino e o preservativo feminino, amplamente distribuídos nos serviços públicos e importantes também na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis;
  • No grupo dos métodos hormonais, incluem-se as pílulas anticoncepcionais, os anticoncepcionais injetáveis e o implante subdérmico, que atuam por meio de hormônios para prevenir a gravidez;
  • Entre os métodos intrauterinos, estão o DIU de cobre, método não hormonal de longa duração, e o DIU hormonal, geralmente ofertado para grupos específicos, de acordo com critérios clínicos;
  • Como métodos definitivos, a rede oferece a laqueadura tubária e a vasectomia, indicadas para pessoas que não desejam mais ter filhos.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça que é fundamental que a escolha do método contraceptivo deve ocorrer em consulta entre profissional de saúde e paciente, de forma compartilhada, buscando identificar aquele que melhor se adapta às necessidades, às condições de saúde e ao projeto de vida de cada mulher. 

Implante Subdérmico
 

Desde 2022, o implante contraceptivo passou a fazer parte da estratégia municipal de planejamento reprodutivo, sendo incluído como insumo custeado e distribuído pelo município. Esse decreto definiu o público-alvo e destacou as adolescentes como grupo estratégico, o que contribuiu de forma importante para a redução das taxas de gravidez na adolescência.

No final de 2025, o Ministério da Saúde passou a assumir a distribuição do implante para os municípios e ampliou a estratégia, estendendo a faixa etária contemplada para todas as mulheres de 14 a 49 anos. Atualmente, a rede de saúde está organizada para essa oferta, com o implante incorporado na atenção básica, na atenção especializada, no Hospital Dom João Becker e, mais recentemente, com processo de capacitação em andamento no Serviço de Assistência Especializada (SAE).

Confira a proporção de gravidez na adolescência nos dez maiores municípios do RS (dados de janeiro a junho)

Município / Gravidez na adolescência (jan a jun de 2025) /  Gravidez na adolescência (jan a jun de 2026)

  • Gravataí – 6,33% / 5,25%
  • Pelotas – 5,5% / 5,37%
  • Porto Alegre – 6,1% / 5,67%
  • Canoas – 6,9% / 6,2%
  • Caxias do Sul – 6,91% / 6,39%
  • RS – 7,57% / 7,09%
  • Passo Fundo – 9,17% / 7,31%
  • São Leopoldo – 8,35% / 7,59%
  • Novo Hamburgo – 8,11% / 7,6% 
  • Viamão – 9,43% / 7,84%
  • Santa Maria – 7,63% / 8,12%
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