Gravataí iniciou a imunização do grupo comorbidades neste sábado
Estado repassou 7.810 doses da vacina AstraZeneca para este grupo e também para a continuidade do público de 60/61 anos
Gravataí – Com a chegada de novas doses da vacina contra a covid-19, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Gravataí começou a vacinar neste sábado (1), pessoas com Síndrome de Down a partir de 18 anos, gestantes e puérperas com comorbidades a partir de 18 anos, pessoas com deficiência cadastradas no BPC entre 55 e 59 anos e pessoas com comorbidades entre 55 e 59 anos. Idosos com idade igual ou superior a 60 anos também puderam procurar uma das sete unidades de saúde.
A imunização vai ser retomada nesta segunda-feira (3). Para as pessoas com comorbidades é necessário apresentar atestado, laudo médico ou prescrição de medicamento que comprove a comorbidade (original e cópia). Já para as pessoas com deficiência, exceto pessoas com Síndrome de Down, é preciso documento que comprove o cadastro do Benefício de Prestação Continuada (BPC), podendo ser o cartão do benefício.
Todos devem apresentar documento com CPF e comprovante de residência em Gravataí. A secretaria da Saúde não divulgou se é necessário a apresentação de um atestado médico autorizando a aplicação da vacina para os casos de doenças graves. Especialistas em saúde têm recomendado que pacientes procurem seus médicos para que seja avaliado o caso.
Quais são as comorbidades para a vacinação contra a Covid-19?
O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) lista quais são as comorbidades que terão prioridade na imunização. Confira abaixo:
- Diabetes mellitus – Qualquer indivíduo com diabetes
- Pneumopatias crônicas graves – Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).
- Hipertensão Arterial Resistente (HAR) – HAR= Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos antihipertensivos.
- Hipertensão arterial estágio 3 – PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade.
- Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade – PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.
- Insuficiência cardíaca (IC) – IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association.
- Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar – Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária.
- Cardiopatia hipertensiva – Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo).
- Síndromes coronarianas – Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras).
- Valvopatias – Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras).
- Miocardiopatias e Pericardiopatias – Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.
- Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas – Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos.
- Arritmias cardíacas – Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras).
- Cardiopatias congênita no adulto – Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.
- Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados – Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e
dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de
média e longa permanência). - Doença cerebrovascular – Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular.
- Doença renal crônica – Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica.
- Imunossuprimidos – Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4 <350 células/mm3; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.
- Anemia falciforme – Anemia falciforme
- Obesidade mórbida – Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40.
- Síndrome de down – Trissomia do cromossomo 21.
- Cirrose hepática – Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reiterou que a aplicação da segunda dose da CoronaVac segue suspensa por falta de imunizantes. “Estamos no aguardo do envio de novas doses pelo Ministério da Saúde para dar continuidade à aplicação das segundas doses”, reforçou o secretário municipal da Saúde, Régis Fonseca. O Estado recebeu 7,2 mil doses na semana passada e neste sábado mais 22,8 mil, mas a secretaria estadual da Saúde ainda não divulgou quando ocorrerá a distribuição.





