Gravataí avança em ação para reduzir casos de dengue
A previsão é de que a metodologia seja implantada no município no primeiro semestre de 2027

Gravataí – Profissionais das áreas da saúde e da educação de Gravataí participaram, na última quinta-feira (21), de uma capacitação sobre o método Wolbachia, tecnologia utilizada no combate ao mosquito Aedes aegypti e que busca reduzir os casos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. A previsão é de que a metodologia seja implantada no município no primeiro semestre de 2027.
Realizada no auditório da Faculdade QI, a formação reuniu cerca de 160 participantes e integrou as ações do Programa Saúde na Escola (PSE), iniciativa desenvolvida em parceria entre as secretarias municipais da Saúde (SMS) e da Educação (Smed) para promover ações de prevenção e promoção da saúde no ambiente escolar e comunitário.
De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Viemsa), Amanda Dipp, a proposta deste ano foi ampliar o debate sobre a nova metodologia. “Os assuntos trabalhados no PSE envolvem temas ligados à promoção da saúde e prevenção de doenças. Neste ano optamos por destacar a metodologia Wolbachia, que poderá ser implementada em breve no município”, afirmou.
A tecnologia foi incorporada oficialmente pelo Ministério da Saúde como política pública nacional em 2023, após mais de dez anos de estudos e projetos-piloto realizados em parceria com a Fiocruz e o World Mosquito Program (WMP).
Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) em Gravataí, o biólogo Róbinson Martins Korschner, o método consiste na inserção da bactéria Wolbachia no mosquito Aedes aegypti. Presente naturalmente em cerca de 60% dos insetos, a bactéria impede que os vírus se desenvolvam no organismo do mosquito, reduzindo a capacidade de transmissão das doenças.
Durante a capacitação, a enfermeira Bianca Belmonte também apresentou dados da situação vacinal no município e reforçou a importância da atualização da caderneta de vacinação, especialmente da imunização contra a dengue com a vacina Qdenga, aplicada em duas doses com intervalo de 90 dias.
A programação contou ainda com a participação da enfermeira Clarissa Hiller Spolaore, que apresentou as ações educativas realizadas pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE), incluindo palestras e exposições sobre o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti.






