Governo amplia serviços de saúde em casa com SUS Gaúcho
Modalidade favorece recuperação em ambiente mais acolhedor
O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Saúde (SES), vem ampliando o acesso da população à Atenção Domiciliar, modalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que permite o atendimento de pacientes em casa. Com a criação de um incentivo estadual inédito em outubro de 2025, o serviço já foi expandido de 36 para 51 municípios, fortalecendo a rede de cuidado em diferentes regiões do Estado.
A Atenção Domiciliar é voltada a pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo, mas que podem ser tratadas com segurança em ambiente domiciliar. O modelo evita internações prolongadas, reduz riscos hospitalares, como infecções, e garante mais conforto e qualidade de vida aos pacientes, mantendo o convívio familiar. Segundo a titular da SES, Lisiane Fagundes, o serviço tem papel essencial diante do envelhecimento da população gaúcha. Ela destaca que o atendimento em casa reduz a necessidade de deslocamentos e reinternações, além de oferecer um cuidado mais humanizado.
Com o SUS Gaúcho, o Estado passou a complementar o financiamento federal do programa Melhor em Casa, com repasses adicionais que variam de 20% a 50% sobre os valores do Ministério da Saúde. Em alguns casos, o aporte estadual pode chegar de R$ 3,9 mil a R$ 13 mil mensais por equipe. Municípios sem habilitação federal também passaram a ser contemplados, com financiamento integral somado ao incentivo estadual. A expansão do programa é expressiva. Antes do incentivo, eram 36 municípios atendidos com 67 equipes. Após a implementação do SUS Gaúcho, o número subiu para 44 municípios e 80 equipes ainda no fim de 2025, chegando atualmente a 51 municípios e 89 equipes em operação. O investimento mensal do Estado é de cerca de R$ 1,6 milhão, com capacidade de atendimento a aproximadamente 2,9 mil pacientes.
Entre as novidades está a criação de equipes especializadas em reabilitação para municípios de pequeno porte, modelo inédito no Estado. Na prática, o serviço conta com equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e outros profissionais, que realizam atendimentos diretamente nas residências. O programa atende pacientes com limitações de locomoção, como pessoas em recuperação pós-cirúrgica, pacientes com AVC, portadores de doenças crônicas e casos que necessitam de cuidados paliativos. O acesso ocorre por encaminhamento da rede pública de saúde, incluindo hospitais, unidades básicas e serviços de urgência, com avaliação posterior das equipes especializadas e definição de plano individual de cuidados.






