POLÍCIA

Gato é morto com um tiro em condomínio de luxo em Cachoeirinha

Oliver foi alvejado no último domingo (17) e encontrado sem vida embaixo do carro dos tutores em condomínio de luxo na Frederico Ritter

Cachoeirinha – O casal Victoria Grunewald e Valter Filho se preparava para o almoço de família, na manhã do último domingo (17), quando percebeu a ausência do gato de estimação, Oliver. Moradores da Rua Verona, no Condomínio Villagio Firenze, em Cachoeirinha , os tutores iniciaram buscas pelo animal dentro da residência, sem sucesso.

Diante da situação, acionaram o dispositivo sonoro da coleira do gato. Ao seguir o sinal, Victoria encontrou Oliver deitado sob o veículo da família, na garagem. “Voltei a chamá-lo e ele não se mexia. Quando resolvi puxá-lo, vi que estava sem vida, com sangramento e uma perfuração na barriga, compatível com tiro. Nesse momento, comecei a gritar e chorar”, relatou.

Valter afirmou que correu até a garagem ao ouvir os gritos da companheira e encontrou a cena. “Ao ver o Oliver morto, o meu mundo caiu. Não acreditava que tinham matado o meu companheiro. Desde a sua adoção, em dezembro de 2022, sempre estivemos juntos”, declarou.

Ainda em choque, o casal chamou familiares. A mãe de Valter, que mora na mesma rua, esteve no local. Em seguida, eles procuraram informações com a portaria e no grupo de mensagens do condomínio, questionando se alguém havia ouvido disparos ou visto o gato ferido. Nenhuma resposta foi obtida.


Na tarde de domingo, os tutores buscaram imagens de câmeras de vizinhos e do próprio condomínio, mas não conseguiram localizar registros. Já à noite, foram informados pela administração de que os equipamentos não estavam em funcionamento. “Pagamos caro para morar em um local considerado seguro e sequer temos esse suporte”, disse Victoria.

Os tutores também afirmaram que, dias antes do ocorrido, a administração divulgou um comunicado interno informando sobre a presença de um gato solto com comportamento agressivo, acompanhado de uma foto de Oliver usando coleira. O texto solicitava que o tutor se apresentasse, sob pena de o animal ser recolhido e encaminhado para adoção.

Conforme Victoria, ela e o marido procuraram a administração ainda na quarta-feira (13), pedindo a retirada do comunicado, mas foram informados de que não seria possível. “O Oliver nunca foi agressivo. Suspeitamos que a divulgação desse comunicado tenha influenciado no que aconteceu, melhor dizendo, na morte dele”, afirmou.

“Isso não vai ficar assim. Vamos até o fim para descobrir quem fez isso”, declarou o casal, que, mesmo abalado, busca forças para lidar com a ausência do gato. “Não consigo mais olhar para a poltrona da sala, onde ele sempre ficava deitado observando a rua, ou para a CPU do meu computador, em cima do qual descansava enquanto eu trabalhava”, disse Valter.

Na segunda-feira (18), a família, acompanhada de um advogado, encaminhou o corpo de Oliver para perícia e registrou ocorrência policial. Por orientação jurídica, não divulgou o local da perícia nem a delegacia responsável pelo caso.

Abalados, os tutores afirmaram que buscarão responsabilização. “Chega. Sabemos de muitas situações que acontecem aqui no condomínio, principalmente envolvendo animais, e que ficam impunes. Vou até o fim e irei honrar a vida do nosso filho Oliver. Justiça pelo Oliver”, afirmou Victoria

O que diz a administração do Condomínio Villagio Firenze

Procurada pela reportagem do site O Repórter, a administração do Condomínio Villagio Firenze informou, por telefone, que convocou uma assembleia geral extraordinária para o dia 26 de agosto, às 19h, para tratar sobre o caso. A administração declarou ainda que segue prestando apoio aos tutores e às autoridades e reforçou que não compactua com nenhum tipo de violência dentro do condomínio.

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