Gata resgatada em área alagada reencontra sua família em Cachoeirinha
O resgate ocorreu em uma área alagada entre a alça de acesso da Freeway para a Avenida Assis Brasil, no sentido Cachoeirinha, a poucos metros do viaduto da BR-290
Cachoeirinha – Após ser resgatada pelos agentes de trânsito de Cachoeirinha no domingo (2), em uma área alagada em Porto Alegre, uma gata foi reencontrada por sua tutora. O resgate ocorreu em uma área alagada entre a alça de acesso da Freeway para a Avenida Assis Brasil, no sentido Cachoeirinha, a poucos metros do viaduto da BR-290.
Segundo os agentes de trânsito, após o salvamento, o felino recebeu comida e água e foi levado para o Abrigo Cachoeirinha, um lar temporário para cães e gatos resgatados na enchente, principalmente da região do bairro Mathias Velho. No local, a gata foi recebida por uma das voluntárias, Rita Benites, que imediatamente a conduziu para uma consulta com uma veterinária. A médica constatou que a gata estava desidratada e debilitada. Rita se prontificou a cuidar do animal até o reencontro com seus tutores ou a adoção por um novo lar.
O reencontro com a tutora
“Na tarde deste domingo, estava com minha mãe limpando o que restou da nossa casa, na Rua Lindolfo Collor, no Jardim América, que foi destruída pela enchente, quando uma amiga me mostrou a foto da postagem da matéria do site O Repórter.net nas redes sociais sobre o resgate de uma gata. Bati o olho e, de imediato, comecei a dizer que era a minha gatinha Aela. Já entrei em contato com o agente de trânsito Fabiano Fernandes e seus colegas para saber onde ela estava. Foi então que me informaram o paradeiro dela”, destacou a tutora Luara Justo.
“Após saber do paradeiro da minha gatinha, deixei a limpeza da casa de lado. Minha mãe, Sirlei, e eu largamos tudo, fechamos a casa e fomos ao reencontro dela. Cada segundo e minuto que se passavam pareciam uma eternidade. Eu sabia que era ela, mesmo que alguns dissessem que poderia ser apenas parecida. Ao chegarmos ao abrigo, fomos recebidas por Rita, que nos conduziu até a gaiola onde Aela estava abrigada. Quando ela nos viu, sem nem a chamarmos, começou a roçar contra as grades e a miar, dando sinais de que nos reconhecia. Quando a chamamos, vimos imediatamente que era ela”, relatou Luara, emocionada.
Quase 30 dias fora de casa
Foram quase 30 dias fora de casa, em cima de uma árvore, com fome, sede e frio. A gata desapareceu na tarde de sexta-feira, 3 de maio, quando a Defesa Civil pediu para sairmos de casa pois a água estava subindo. “Me lembro como hoje, já tínhamos retirado algumas coisas de casa e a água subia rapidamente. Morávamos ao lado do dique, e estava muito perigoso. No momento em que abri a porta para pegar a gata e a minha cachorra Dave, ela fugiu para o telhado. Mesmo assim, fui até um ponto não alagado para deixar a Dave com minha mãe e retornei para casa para buscar a gata, mas ela não apareceu. A água continuava subindo, então subi no dique para tentar ter uma visão melhor do telhado. Chamei por ela novamente, mas nada. Tive que sair dali muito triste por não encontrá-la”, relembrou Luara.

“Os dias foram se passando e, com a ajuda de um barco, fui várias vezes até a casa para tentar achá-la, mas nada. Percorri vários abrigos, olhava fotos e postagens nas redes sociais atrás dela. Quando a água baixou e voltamos para casa, a primeira coisa que fiz foi ver se ela estava lá, mas não estava. Pensei que ela tinha morrido. Para minha surpresa, depois de tanta tristeza, fui surpreendida com essa excelente notícia”, declarou Luara.
“Muito obrigada a esses grandes seres humanos, os agentes de trânsito, Fernandes e Anderson que não mediram esforços para salvar minha filha de quatro patas, Aela, e também à voluntária Rita. Vocês trouxeram alegria para minha vida novamente, não só para mim, mas para minha mãe e para a Dave, que também sentia falta dela. Seremos eternamente gratos pelo carinho e amor que tiveram com Aela. Nos próximos dias, ela vai iniciar um tratamento veterinário para ganhar peso, e depois vamos visitar novamente a Rita”, finalizou.

