Gravataí

Francisco Feijó e sua trajetória no Hospital Dom João Becker

Em 1984, assumiu a direção interina da instituição

Gravataí – O médico Francisco Feijó, que faleceu no último fim de semana, manteve uma atuação profissional marcada pela ligação com o Hospital Dom João Becker, em Gravataí. No hospital, ele contribuiu com o atendimento de pacientes da cidade por diversas décadas. Em 1984, assumiu a direção interina da instituição.

Em 2022, o nome de Dr. Feijó foi incluído entre os homenageados em uma iniciativa conjunta da Associação Médica de Gravataí (AMG), do Hospital Dom João Becker e da Câmara de Vereadores, ao lado de Floriano Torres, Luiza Augusta Cabral e Glair Bailon, médicos com reconhecida atuação no município.

Profissionais do hospital que conviveram com Feijó relembram momentos da rotina de trabalho com o médico e destacam características do exercício de sua função, que se estendeu até os últimos anos de vida.

“Somos colegas de especialidade, a pneumologia. Desde que cheguei a Gravataí, atendi diversos pacientes que foram dele, e todos traziam relatos semelhantes. Sempre o mencionavam com apreço. Dr. Feijó se tornava, muitas vezes, o médico de toda a família”, disse Fernando Issa, diretor médico do Hospital Dom João Becker.

“Aos 85 anos, pouco antes de falecer, foi até o consultório comigo para transferir seus pacientes. Entregava as fichas organizadas em sacos plásticos. Era um profissional comprometido. Aprendi com ele sobre responsabilidade e respeito com as pessoas”, relatou Adailda de Lara, atendente de nutrição do hospital.

“Trabalhei com ele quando atuava no setor de faturamento. Sempre mantinha um padrão no tratamento com todos, fazia brincadeiras e era facilmente reconhecido pela forma de se comunicar. Tenho muitas lembranças desse período”, afirmou Naiara Aires, analista do corpo clínico.

“Era um médico próximo da equipe. Frequentava o térreo para tomar café antes das visitas. Dizia que não deveríamos buscar inimizades. Quando precisava visitar pacientes em casa, nunca reclamava. São ensinamentos que permanecem”, declarou Míriam Messa, assistente administrativa da instituição.

“Até 2020 ele atendeu no hospital. Depois disso, por motivos de saúde, passou a atuar somente no consultório e em visitas domiciliares. Fazia questão de lembrar os nomes completos dos pacientes e mantinha um padrão no atendimento. Continuou na medicina enquanto teve condições”, destacou Cinara Silva, enfermeira do hospital.

“Tinha o hábito de cumprimentar todos desde a entrada do hospital. Era comum ouvi-lo dizer, ao receber elogios pelas roupas: ‘foi a patroa quem me deu’. Foi um colega com quem aprendi bastante”, relatou Maria de Fátima Camargo, médica da instituição.

“Era respeitado pelos colegas e por seus pacientes. Ao ser homenageado pela AMG, deixou frases que o identificavam, como ‘hoje estou muito nervoso, as coisas não andam bem, essas moças não me dão atenção’. Foi uma figura marcante no exercício da medicina em Gravataí”, finalizou Juliane Lavarda, presidente da AMG e médica do hospital.

Artigos relacionados

error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.