Férias de inverno também exigem cuidados importantes
É muito comum, nesse momento de repouso, as pessoas relaxarem com os cuidados do dia a dia
As férias de inverno chegaram. Mas é importante manter a cautela e os ensinamentos aprendidos com a pandemia de Covid-19, que ainda não acabou. Por esse motivo, especialistas do Hospital Moinhos de Vento reuniram dicas práticas para que adultos e crianças possam viver dias de descanso e diversão, com muita tranquilidade e sem prejuízo à saúde.
O chefe do Serviço de Pediatria do Hospital, Dr. João Krauzer, observa ser muito comum, nesse momento de repouso, as pessoas relaxarem com os cuidados do dia a dia. “Então, uma das primeiras recomendações seria a de não se descuidar de todo aquele aprendizado que nós tivemos a partir da pandemia, como uma boa higiene das mãos, o distanciamento social (evitando ambientes aglomerados) e a manutenção do uso de máscara; que ainda é exigido no Brasil em viagens de avião, nacionais e internacionais”, destaca.
A mesma sugestão é compartilhada pelo Dr. Sergio Fernando Monteiro Brodt, observando que as máscaras também protegem de outras viroses, além do coronavírus. “Então, quando se achar exposto, não tenha vergonha nem pudor em usá-la, seja em ambientes fechados ou mesmo abertos (com muita gente ao redor), e também procure manter distância de outras pessoas”, recomenda o chefe do Serviço de Medicina Interna do Moinhos de Vento.
Kit para os pequenos
“Para as crianças, é preciso otimizar a lavagem nasal, visando evitar o acúmulo de secreções. A atualização do calendário vacinal também é relevante para contribuir com a imunidade”, argumenta o Dr. João Krauzer. Outra possibilidade interessante é marcar uma consulta prévia com o pediatra e fazer um kit de medicações com o aval dele.
“Por exemplo, vale a pena levar nas férias um antialérgico, um remédio para febre e outro para náusea. Eventualmente, acrescentar um repelente para mosquitos, caso o destino escolhido tenha estes insetos”, comenta. “E também não é demais, dentro do possível, a prescrição de um antibiótico, que só deverá ser utilizado caso haja necessidade e se houver uma combinação prévia com o médico”, enfatiza o chefe do Serviço de Pediatria.
Uso contínuo para adultos
“Em caso de viagem, as pessoas que utilizam alguma medicação de uso contínuo devem lembrar de levá-la em quantidade suficiente ou ter a receita médica (na validade) para a sua aquisição posterior”, adverte Dr. Sergio Brodt. “As que têm histórico de alguma alergia ou algum problema de saúde, como asma, podem levar uma ‘farmacinha’, com medicamentos, como antialérgico, broncodilatador e analgésico. Quem vai passar as férias em lugares de difícil acesso a postos de saúde e optam em fazer trilhas, acampamento ou outra atividade ao ar livre, em lugares com poucos recursos, é interessante que leve um kit de primeiros socorros”, pondera.
Alimentação e hidratação
“Sempre que saímos da rotina há uma tendência de nos descuidarmos em relação a questões básicas, como ter uma boa hidratação. Então, beber bastante líquido e manter uma alimentação adequada, dando preferência para frutas e legumes, da forma mais natural possível, contribui para a imunidade (que se fortalece com os outros cuidados gerais)”, ressalta o pediatra.
“Manter o nível de hidratação também é importante, porque o ressecamento das vias respiratórias torna-se um fator de risco para infecção de via aérea superior. E, no frio, às vezes, a gente desidrata sem perceber”, acrescenta Dr. Brodt. “A alimentação saudável deve ser considerada e o indivíduo que optar por um roteiro em lugares com baixas temperaturas deve consumir alimentos que produzam calor no organismo”, ressalta o médico.
Cuidados com o frio
“É recomendado definir um destino adequado para pais e filhos. Talvez seja relevante evitar lugares frios e optar por viajar para locais com clima mais quente ou ameno, onde a família possa ficar um pouco mais livre de doenças respiratórias e fazer atividades em ambientes abertos, considerando que as aglomerações serão menores”, reconhece Dr. João Krauzer.
Dr. Sergio Brodt também indica que sejam evitados lugares fechados, com excesso de pessoas, por favorecerem a transmissão de vírus e de outras infecções. “Então, é pertinente aproveitar espaços abertos, desde que não haja uma exposição direta ao frio e à chuva, principalmente em situações extremas”, sinaliza.
Ainda assim, se o roteiro escolhido prever temperaturas baixas, é preciso se preocupar em utilizar agasalhos adequados e procurar proteger as extremidades do corpo, com luvas, gorros e mantas na região do pescoço, pois o frio pode desencadear ou exacerbar doenças cardiovasculares pré-existentes. E, em caso de chuva, evitar ficar com roupas molhadas por um longo período, procurando trocá-las assim que possível. “Ficar molhado em tempo frio pode levar à hipotermia; uma situação que pode se tornar grave. Portanto, isso deve ser evitado”, garante o especialista.
Prática de exercícios no tempo livre
A prática de exercícios adequados à faixa etária e ao condicionamento físico da pessoa também é imprescindível. “Assim, estabelecer desde uma caminhada até treinos mais intensos sob a orientação profissional é muito saudável, até porque, geralmente nas férias, temos mais tempo para praticar esportes, regularmente”, aconselha o chefe do Serviço de Medicina Interna do Moinhos.








