Família unida faz o bem sem olhar a quem - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Joseani e Luiz com os filhos Daniel, 3 anos, e Arthur, 6 Foto: Álbum Pessoal

Família unida faz o bem sem olhar a quem

A chegada da pandemia motivou casal a criar grupo no Facebook para atender pessoas com necessidades e já conta com mais de 500 seguidores

Cachoeirinha – Quando fazer o bem é um dom, nem mesmo o novo coronavírus impede que algo seja feito para ajudar o próximo. O casal, Joseani Ramirez de Campos, 35, e Luiz Léo Pereira da Silva, 39, ambos da área de vendas, decidiram, com a chegada da pandemia, criar no Facebook o grupo Fazer o BEM sem olhar a QUEM, com o objetivo de ser um canal para que pessoas que estejam passando por dificuldades possam pedir ajuda.

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Joseani criou grupo para poder ajudar mais famílias durante a pandemia – Foto: Álbum Pessoal

Segundo Joseani, se mobilizar para atender as pessoas que necessitam de algum auxílio já fazia parte da sua rotina antes da chegada da pandemia. “Sempre ajudei de forma individual, tirava do meu próprio bolso para comprar alimentos, para ajudar alguém a fazer algum documento. Mas com a chegada da quarentena, as necessidades aumentaram e os pedidos também. Foi quando eu e meu marido, com o incentivo de alguns amigos, decidimos criar um grupo para mobilizar mais pessoas para ajudar”, conta a promotora de vendas.

Luiz aprendeu a costurar na máquina emprestada pela sogra para fazer máscaras – Foto: Álbum Pessoal

Com a criação do Fazer o BEM sem olhar a QUEM, Luiz começou a produzir máscaras e Joseani ia para as portas dos mercados para trocar elas por alimentos e montarem as cestas para doação. Com a máquina de costura emprestada pela sogra, Luiz começou a treinar e a costurar. “Nunca tinha costurado, peguei algumas dicas e segui em frente. Fico feliz em poder usar meu tempo para produzir e ajudar quem precisa” conta. Além da produção de Luiz, o grupo contou com a parceria de outras costureiras que também se voluntariaram.

Troca de máscaras por alimentos nas portas dos mercados – Foto: Álbum Pessoal

Mas com a chegada da bandeira vermelha, eles decidiram não manter tanto contato com o público. “Agora fica mais difícil arrecadar, então neste momento conto mais com a ajuda dos amigos. Temos um grupo de whatsapp só com pessoas dispostas a ajudar. Quando entra algum pedido pela página do Facebook coloco no grupo para vermos de que forma conseguiremos ajudar aquela pessoa”.

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Moradora do bairro Moradas do Bosque, ela relata que os pedidos de ajuda são vários, de todos os tipos e vão além de Cachoeirinha. “Fora os pedidos de alimentos, tem pedido de móveis, no caso das enchentes que aconteceram, tem de ração para protetores, roupas de bebê, roupas de cama. Eu sempre lavo e higienizo tudo antes de entregar, pois muitas coisas chegam sujas e com cheiro ruim”.

Doações diminuíram com a chegada da bandeira vermelha e casal conta com apoio de amigos para montar as cestas básicas – Foto: Álbum Pessoal

Joseani conta que muitas vezes, ao fazer as entregas, o grupo se depara com uma situação ainda mais difícil. “Aconteceu de uma amiga, Luciane Fleck, pedir uma cesta para uma família. Chegando no local ela viu que a moça que precisava dos alimentos estava sem porta na casa e com problemas na rede elétrica. Não tem como ver uma situação assim, virar as costas e sair. Então fizemos uma corrente do bem, onde conseguimos doação de uma ferragem aqui do bairro para comprar a porta e de uma vidraçaria para colocar os vidros. Meu marido trocou a porta e o filho da Luciane, Leonardo Gonçalves, 22 anos, se encarregou dos consertos elétricos”.

Antes de criar o grupo Fazer o BEM sem olhar a QUEM, Joseani conta que participava como voluntária de um outro grupo, do qual se afastou. “Como este é um ano de eleição, percebi que o grupo do qual fazia parte tinha vinculação política. Faço as doações e ajudo as pessoas desde sempre, está em mim, não quero vinculação política nessa ação. Não acho correto”, desabafa.

Sobre o futuro, a família espera que a solidariedade permaneça após o vírus parar de circular. “Sabemos que é uma batalha grande e acredito que só vai ser vencida após a vacina. Pretendemos continuar, assim como já fazíamos antes, com essa corrente de solidariedade para ajudar o próximo. Eu já passei por dificuldades e sei como é importante poder contar com ajuda em momentos difíceis”, ressalta Joseani. Para fazer parte do grupo e ajudar o casal com doações é só clicar no link Fazer o BEM sem olhar a QUEM.

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