CACHOEIRINHA

Família organiza carreata para festejar os 94 anos da Nona

Comemoração aconteceu na noite desta quarta (22) e trouxe alegria para a nonagenária em meio à pandemia

Gravataí – A família Carbonera organizou uma forma especial e segura de homenagear a matriarca da família, Zelinda Gemma Carbonera, moradora do Centro de Gravataí, que completou nesta quarta (22) 94 anos. Filha de imigrantes italianos, ela nasceu em Veranópolis, no ano de 1926. Casou-se com Adriano Carbonera, com quem viveu por 75 anos até ficar viúva em 2010.

O casal teve oito filhos, quatro homens, quatro mulheres. Em 1971, mudaram-se para Gravataí. “O pai trabalhava antigamente com a construção de engenhos. Aqui na cidade trabalhou por 23 anos na escola Dom Feliciano com arte em madeira e carpintaria. A mãe cuidava da casa, dos filhos e trabalhava com venda de malhas por 25 anos, confeccionadas por primos em Caxias do Sul e ela vendia em Gravataí”, conta a filha, Mirian Inês Carbonera de Souza.

Familiares passaram pela casa de Zelinda, deixando presentes e cantando parabéns – Foto: Álbum Pessoal

A comemoração foi organizada pela família da Zelinda que, além dos oito filhos, tem 17 netos, 17 bisnetos e um tataraneto. Para reunir todos de forma segura, foi organizada uma carreata. “Marcamos de nos encontrar, cada família em seu carro, em frente à casa do meu irmão, que mora próximo à mãe. De lá saímos todos, com os carros enfeitados. Chegamos na casa dela, buzinando”, relata Miriam.


Nona acenando para a sua grande família que passava em carreata – Foto: Álbum Pessoal

Mãe e avó protetora, Zelinda segue cuidando de todos e quer estar por dentro de todos os assuntos relacionados à sua grande família. “Apesar de ter pouco estudo, é de uma lucidez e de uma compreensão de vida muito grande. Sempre tem uma palavra de apoio, de consolo e está presente nos nossos dias”.

Segundo a filha, a alegria de Zelinda em poder estar, de certa forma, próximo aos familiares era visível. “Antes da pandemia, a casa da mãe vivia cheia, com uma rotatividade constante de pessoas. Todos moram próximo e sempre davam um jeito de ir vê-la. Esse movimento era constante e ela, que é muito ativa, sempre esperava com café pronto e um bolo na mesa”.

Miriam conta que Zelinda fica na companhia de uma cuidadora e sob o cuidado dos filhos, que moram próximo à ela. “Nossa preocupação em mantê-la segura é grande, por isso pensamos em fazer dessa forma. Ficou tudo muito bonito. Cantamos parabéns em frente à casa dela e levamos presentes, todos de máscara, mantendo distância e todos os cuidados necessários. Foi muito emocionante”.

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